Joaquim José Barbosa

Joaquim José Babosa

Joaquim José Barbosa nasceu em Aracati, no dia 08 de outubro de 1785 e faleceu no dia 30 de outubro de 1847, em Fortaleza. Era filho de Francisco Xavier Barbosa (riograndense do Norte) e de Lourença Maria de Jesus Barbosa, pais de mais dez filhos. Lourença era filha de Vitorino da Silva Câmara e de Joana de Jesus Monte.

Iniciou sua vida sacerdotal no Seminário de Olinda/PE, mas renunciou à atividade religiosa e retornou ao Ceará, estabelecendo-se no ramo comercial, em Sobral. Dali transferiu-se para Fortaleza, passando a atuar no cenário político, desempenhando papel de toda saliência, ao lado de seu primo e genro Major Facundo.

Foi Cavaleiro da Ordem de Cristo; Juiz da Alfândega de Fortaleza (lugar para o qual foi guindado pelo voto unânime do comércio); Comandante Geral do Batalhão de Voluntários do Príncipe Imperial; Deputado da Assembleia Geral (eleito depois que foi jurada a Constituição na legislatura de 1825); Vereador e Conselheiro da Província; Deputado provincial, ocupando por vezes a cadeira da Presidência; Vice-presidente da Província, em 1838, por decreto referenciado por Eusébio de Queiroz.

Foi também Diretor Geral dos Índios, por decreto de 24 de janeiro de 1846. Joaquim José Barbosa ocupou cargos muito importantes, tanto de eleição popular, como por nomeação do Governo.

Em 8 de dezembro de 1841, foi assassinado João Facundo de Castro Meneses (Major Facundo), líder do Partido Liberal e vice-presidente da província. A mandante do crime foi a esposa do presidente da província, José Joaquim Coelho, conservador, alvo de críticas de seu vice. Joaquim José Barbosa presenciou ao exame de corpo de delito na qualidade de juiz de paz. Este crime deu início a uma dura perseguição aos liberais.

Em julho de 1842, ao lado de outros companheiros, Barbosa foi acusado de tentativa de sedição e de atentar contra a vida de José Joaquim Coelho. Levado a julgamento em 6 de outubro, o júri lhe absolveu da acusação de tentativa de assassinato, mas julgou-o culpado da tentativa de sedição. O júri foi secretariado por Joaquim Ferreira de Sousa Jacarandá, que depois viria a ser acusado de mediar a contratação dos assassinos de João Facundo. O delator foi Bernardo Antônio da Silveira, natural de Caxias, e que havia dois meses fugira de Pernambuco para o Ceará por ter ali assinado termo de bem viver. José Pio Machado foi delegado no processo; Joaquim Mendes da Cruz Guimarães, juiz municipal; e Joaquim Saldanha Marinho, o promotor.

Barbosa permaneceu preso até a sucessão de José Joaquim Coelho, em abril de 1843, por José Maria da Silva Bittencourt, quando foi inocentado pelo Tribunal da Relação de Pernambuco. Faleceu quatro anos depois, às vésperas de 62º aniversário. Seus restos mortais repousam no corredor esquerdo da Igreja do Rosário, em Fortaleza, onde também estão os do Major Facundo.

Foi casado duas vezes. Sua primeira esposa foi Teresa Maria de Castro Barbosa, filha de Francisca Domingas da Costa Castro e Silva e de Antônio José de Castro e Silva, capitão-mor de Fortaleza, portanto, prima-irmã de João Facundo. Daí surgiu o forte vínculo entre ambos. Joaquim e Teresa tiveram três filhos:
– Teresa Leopoldina Barbosa da Fonseca (29 de março de 1812 — 11 de maio de 1890), que se casou com o primo Joaquim da Fonseca Soares Silva, filho de José Fonseca Soares e de Lourença Maria de Jesus, irmã de Barbosa. Avós paternos de Eliéser Studart da Fonseca;
– Joaquim José Barbosa Júnior (16 de março de 1813 — 1849), que se casou com Maria Joana de Castro Meneses, filha de João Facundo. Avós maternos de Guilherme Studart;
– Rufina Cândida de Castro Barbosa (1 de agosto de 1818 — 1899), casada com Tomás Lourenço da Silva Castro, seu primo-terceiro.

Jornal O Cearense – Ano 1877 – Edição 0058

Teresa faleceu em 8 de outubro de 1830. Joaquim então contraiu segundas núpcias com sua sobrinha, Vicência Cândida Barbosa, filha de seu irmão João Paulo Barbosa e de Matilde Gurgel Barbosa, nascida em 1847. Vicência permaneceu viúva pelo resto de sua vida e faleceu aos 81 anos de idade, em 10 de julho de 1877

Fonte: Presidentes do poder legislativo do Ceará (1835/2006) / Assembleia Legislativa do Estado do Ceará / Wikipedia / Portal da história do Ceará
Jaqueline Aragão Cordeiro

COISA DE CEARENSE

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