Mestre Bigode

Nome: Manoel Antônio da Silva (Mestre Bigode)
Data de nascimento: 04/07/1923
Data de falecimento: 12/08/2017
Atividade: Maneiro-pau
Cidade: Juazeiro do Norte (CE)
Ano da nomeação: 2004

Mestre Bigode era filho do agricultor José Antônio da Silva e da parteira Maria Luísa da Silva. Começou a alegrar as festas da padroeira Nossa Senhora das Dores e o imaginário popular da região do Cariri, em 1942. Na década de 1970, criou o grupo de bacamarteiros que até hoje anima festas populares com grandes salvas de tiros. Sempre participou do Encontro Mestres do Mundo, promovido anualmente pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, com o objetivo de mostrar o saber tradicional e valorizar o artista popular.

Mestre Bigode recorreu à dança “maneiro pau”, que reúne precisão, ritmo e agilidade. Sem saber, contribuía para perpetuar a memória desse espaço geográfico, daí o reconhecimento da comunidade. Adotou elementos da estética sertaneja, bem como seus tipos, a exemplo do cangaceiro, em particular Lampião, que conheceu na infância. Passou a usar parte de sua indumentária – chapéu de couro e as alpargatas – como uniforme. Em outras ocasiões, exibia roupas coloridas.

Depois de passar a infância e parte da vida adulta em Iguatu, aos 39 anos foi residir em Juazeiro do Norte, ganhando o apelido de “Mestre Bigode”. Foi quando começou a brincar no grupo de maneiro pau da cidade. Compondo um grupo de 12 homens, interpretava músicas que faziam referência a fatos e personalidades que marcaram a história nordestina. Sua arte foi influenciada diretamente pelas histórias tiradas dos folhetos de Cordel que ouvia nas feiras da região do Cariri.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste / Anuário do Ceará
Jaqueline Aragão Cordeiro

COISA DE CEARENSE

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