Adolfo Caminha

Adolfo Ferreira Caminha nasceu em Aracati no dia 29 de maio de 1867 e faleceu no Rio de Janeiro em 01 de janeiro de 1897. Foi um escritor brasileiro e um dos principais autores do Naturalismo no Brasil.

Era filho de Raymundo Ferreira dos Santos e Maria Firmina Caminha. Mudou-se para o Rio de Janeiro, ainda na infância. Em 1883, Adolfo entra para a Marinha de Guerra, chegando ao posto de segundo-tenente. Cinco anos mais tarde, transfere-se para Fortaleza (1888). Apaixona-se por Isabel de Paula Barros, a esposa de um alferes, que abandona o marido para viver com Caminha. O casal teve duas filhas: Belkiss e Aglaís. Na sequência do escândalo, vê-se obrigado a deixar a Marinha e passa a trabalhar como funcionário público.

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sua primeira obra publicada foi “Vôos Incertos”, em 1886, um livro de poesia. Em 1893, Adolfo publica “A Normalista”, romance em que traça um quadro pessimista da vida urbana. Usa as suas experiências e observações de uma viagem que havia feito aos Estados Unidos em 1886, para escrever “No País dos Ianques”, em 1894. No ano seguinte provoca escândalo, mas firma sua reputação literária ao escrever “Bom Crioulo”, abordando a questão da homossexualidade. Sua obra densa, trágica e pouco apreciada na época, é repleta de descrições de perversões e crimes. Foi um dos fundadores da Padaria Espiritual.

Colabora também com a imprensa carioca, em jornais como Gazeta de Notícias e Jornal do Commercio, e funda o semanário, Nova Revista. Já tuberculoso, lança o último romance, “Tentação”, em 1896. Morre prematuramente no Rio de Janeiro, no dia 1º de janeiro de 1897, aos 29 anos.

Fonte: Wikipédia
JAqueline Aragão Cordeiro

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