Bernardo Duarte Brandão – Barão do Crato

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Bernardo Duarte Brandão, o Barão do Crato, nasceu em Icó, no dia 15 de julho de 1832 e faleceu em Paris, no 19 de junho de 1880.

Filho de Bernardo Duarte Brandão e de Jacinta Augusta de Carvalho. Teve como irmãos: Jacinta Augusta Duarte Brandão; Margarida Augusta de Carvalho Brandão e Maria do Rosário Augusta de Carvalho Brandão.

Formou-se em Direito, em 1854. Foi deputado provincial em duas legislaturas, além de vice-presidente da província do Ceará, depois deputado geral entre 1864 e 1870 (12ª e 13ª legislaturas). Agraciado barão em 14 de setembro de 1866, também era oficial da Imperial Ordem da Rosa.

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Ainda jovem o barão vai à Europa para complementar seus estudos. Quando viaja, sua irmã Maria do Rosário ainda é uma criança. Quando volta, ela transformara-se em uma linda moça. O barão apaixona-se por ela, e é correspondido. Ele faz de tudo para casar-se com a irmã; vai até o Vaticano falar com o papa, mas nada consegue. Volta derrotado e frustrado, resolve nunca se casar, no que é seguido pela irmã: morrem os dois solteiros.

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A meia quadra do sobrado do Barão, morava dona Glória Dias, mulher valente, dona de fazendas. Debaixo das duas frondosas tamarineiras, que ela mesma plantara, ela abrigava seus animais e descarregava cargas que trazia de suas fazendas. Corria o ano de 1840.

Incomodado com o barulho e a sujeira, o Barão disse que iria cortar as duas árvores. Dona Glória, incontinenti, comprou uma carreta de pólvora e disse que caso suas tamarineiras fossem cortadas, ela explodiria a casa do Barão. Conhecendo o gênio forte da mulher, o Barão recuou.

Dona Glória doou a carreta à Igreja do Senhor do Bonfim e a pólvora foi utilizada na festa comemorativa da padroeira, e a tradição de soltar fogos na data é mantida até hoje.

As tradições contam que o Barão era implacável com seus escravos e que ele pessoalmente os torturava de forma tal, até o sangue correr, de tantas chicotadas e maus-tratos. Arrancar dentes a sangue frio era outro castigo impingido pelo Barão do Crato a seus escravos. Dizem que muitos negros foram mortos pelos castigos aplicados por ele, e que os feitores enterravam no quintal do sobrado, ou nas margens arenosas do Rio Salgado.

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Calabouço localizado ao pé da coluna, no palco do Teatro, onde, supostamente, irá dar na casa do Barão

Talvez devido à sua arrogância, a histórica oral conta que do térreo do sobrado saem dois túneis: um para o Teatro da Ribeira dos Icós e outro para a Igreja Matriz, pois o barão não se misturava ao povo. Porém, o IPHAN achou melhor não investigar essa possibilidade, preferiu deixar a lenda fluir livremente.

Fonte: Jornal O Povo / Wikipédia /iconarede.blogspot.com.br

Jaqueline Aragão Cordeiro

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