Liberato de Castro Carreira

Liberato de Castro Carreira nasceu em Aracati no dia 24 de agosto de 1820. Era filho do cirurgião português Luís da Silva Carreira e Rita Apolinária de Castro Carreira. Formou-se em medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1844, defendendo a tese “A Pleurisia e Operação do Empiemia”.

Em 11 de Setembro de 1844 casou-se no Rio de Janeiro com sua prima Brasilia Angélica de Castro Silva, e tiveram seis filhos, sendo cinco meninas e um rapaz. Este faleceu com 18 anos de idade já cursando o 2º ano da Escola de Medicina e das meninas faleceram três ainda menos de idade, restando a mais velha, Firmina Augusta de Castro Carreira, nascida em Fortaleza a 9 de Junho de 1845, e a mais nova, Augusta Carreira Lassance, nascida em a 4 de julho de 1853.

Voltou ao Ceará em 27 de fevereiro de 1845 e foi nomeado pelo Presidente da província, Inácio Carlos de Vasconcelos, médico da pobreza. Foi médico do Hospital Militar, membro da Junta de Higiene Pública, substituto do Juiz de Direito, Municipal e de Órfãos da Capital e Aquiraz e provedor de saúde do porto do Ceará.

Contribuiu no combate as epidemias de varíola em Aracati (1849 e 1851) e febre amarela (Russas e Sobral). Fixando residência em Niterói, foi nomeado, em 1855, para dirigir a “enfermaria para tratamento dos indigentes de cólera”, escrevendo, então, instruções para a preservação e tratamento da doença. Acionista da estrada de ferro Pedro II propôs a sua extensão a São Paulo e Minas Gerais.  Por seus feitos, foi condecorado com a Ordem do Hábito de Cristo.

Foi eleito Senador em 1881, depois de duas tentativas de eleição anuladas, no senado, empenhou-se sempre em conseguir verbas para o Ceará, manteve-se no cargo até 1889. Foi membro de várias entidades científicas e culturais e autor de obras científicas, relatórios, artigos sobre a seca de 1888 e dos volumes História Financeira e Orçamentária do Império do Brasil e Descrição Geográfica Abreviada da Capitania do Ceará, retificando estudos de Paulet.

Morreu no Rio de Janeiro, em 12 de julho de 1903. Seu nome foi dado pelo Prefeito Raimundo Girão à praça da estação no centro de Fortaleza.

Fonte: Revista do Instituto do Ceará
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Jaqueline Aragão Cordeiro

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