O Pilosocereus polygonus é uma cactácea cuja distribuição compreende grande parte da região intertropical das Américas, nomeadamente do sul da Flórida ao Nordeste do Brasil, basicamente no Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia. Mas também aparece no Piauí, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, sendo muito comum na caatinga, onde é denominado xiquexique.
Sua formação pode ser arbustiva ou arbórea, chegando a atingir a altura de quatro metros, desenvolvendo-se em solos rasos e pedregosos e apresentando numerosos espinhos, fortes e pontiagudos em suas aréolas. Suas flores são branca e seu fruto, com coloração avermelhada quando maduro, é comestível, saboroso e rico em sais minerais. Essa xerófita é muito semelhante à espécie Pilosocereus royenii, tornando a distinção entre ambas por vezes difícil.
Durante a seca mais intensa, é praticamente a última (e única) alternativa de alimentação para os animais nas propriedades rurais (quando as reservas de mandacaru, macambira e coroa-de-frade não existem mais).
A técnica para a eliminação dos espinhos é simples: a planta é cortada pelos agropecuaristas e queimada. Quando não, isso é feito diretamente no pé, no próprio campo. Nem precisa dizer, mas esta prática tem causado sérios damos ao bioma Caatinga e à própria xiquexique, que torna-se ameaçada de extinção em função disso, já que esta planta se multiplica por sementes (é visitada à noite por vários insetos, que a polinizam e apreciam a grande quantidade de néctar que ela produz) ou pelo enraizamento de suas hastes.
Dizem que a cidade de Xiquexique, na Bahia, recebeu este nome em função deste cacto (tão popular naquela região quanto o mandacaru).
Fonte: Wikipedia / G1
Jaqueline Aragão Cordeiro