Palácio da Abolição

A iniciativa de construir um Palácio como sede do Governo do Ceará surgiu no início dos anos de 1960, quando o então governador Parsifal Barroso solicitou o projeto ao arquiteto carioca Sergio Bernardes. A pedra fundamental do Palácio foi lançada em 1962 e em 1965, o então governador Virgílio Távora deu início as obras físicas. O Palácio segue o estilo modernista em concreto e aço, com varandas circundando todo o prédio principal.

O Palácio da Abolição forma um conjunto com o Mausoléu Castelo Branco, o anexo e a capela. A edificação está em processo de tombamento pelo Estado, em ação apresentada ao Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural em 17 de maio de 2004. A área envolve o perímetro da Avenida Barão de Studart com as ruas Silva Paulet, Deputado Moreira da Rocha e Tenente Benévolo.

O projeto arquitetônico é do carioca Sérgio Bernardes, com jardins concebidos por Fernando Chacel, que tem como inspiração o modelo paisagístico de Burle Max. A construção foi acompanhada pelos engenheiros José Alberto Cabral e Rui Filgueiras Lima.

Entre 1970 e 1986, o Poder Executivo do Ceará esteve sediado no Palácio da Abolição. O primeiro governador a despachar no prédio foi Plácido Castelo, depois da transferência do Palácio da Luz, no Centro. O último governador a ocupar o Palácio da Abolição foi Gonzaga Mota, de 1983 a 1986.

Em 1987, a sede do Governo do Estado foi transferida para o Centro Administrativo do Cambeba pelo então governador Tasso Jereissati. Em 2003, Lúcio Alcântara volta a mudar a sede do Executivo, passando a despachar no Palácio Iracema. No dia 25 de março de 2011, após uma reforma, o Governador Cid Gomes voltou à sede do governo para o Palácio da Abolição. De acordo com o governador, o novo Palácio já está em processo de tombamento e o governo teve todos os cuidados para preservar a identidade histórica da obra, inaugurada em julho de 1970.

Obras de artistas plásticos cearenses compõem o Palácio da Abolição. Ao todo são 126 obras. Na Galeria de Arte estão expostas 46 telas e resume, em sua estrutura, a história da pintura e dos pintores cearenses.

O Mausoléu, onde se encontra os restos mortais do ex-presidente Castelo Branco e da sua esposa, Argentina, também foi restaurado. A obra, também de estilo modernista como o prédio principal, consiste em um bloco de concreto prismático e longilíneo com um arrojado balanço de 30 metros. À noite o Mausoléu é iluminado, conforme foi concebido no projeto original, e uma fonte compõe o cenário.

Com a restauração, foi construído um novo auditório, com capacidade para 214 lugares, acessibilidade garantida, palco e sala de espera. O espaço de eventos é destinado a ações culturais e compreende em sua área a capela, que foi completamente restaurada e climatizada. A partir de maio será possível agendar, por meio da Internet, visitas ao Palácio da Abolição.

Fonte: Secult
Imagens: Jornal o Povo
Jaqueline Aragão Cordeiro

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