Barcovi, o chato da Praça do Ferreira

José Wagner Benevides, era empresário da construção civil e um especialista no anedotário da Praça do Ferreira. Costumava contar os casos do BARCOVI. Barcovi era um desses moralistas empedernidos, apóstolo dos bons costumes, cuja vida é dedicada a combater os vícios do mundo e a encher o saco de quantos bebedores, fumantes e jogadores de baralho e roletas que encontra pela frente. Um chato com Certeza. BARCOVI relegou seu nome original e passou a se identificar por esta sigla: BARreira COntra o VIcio. Como se vê, o cara é demais. Contava o José Wagner que, certa tarde, nos anos 50, Continue lendo Barcovi, o chato da Praça do Ferreira

A hegemonia Urbana de Fortaleza e o Governo de Martiniano de Alencar

Desde o final do século XVIII, o algodão do Ceará fazia parte da agenda de produtos exportados pelo Brasil. A vila, aos poucos, foi sendo dotada de infraestrutura e serviços para atender às transações comerciais diretas com Lisboa, iniciadas em 1804. Durante o século XIX, com o avanço da indústria têxtil na Europa, aumentou consideravelmente a demanda pelo produto. A partir de meados do século XIX, a queda na produção de outros fornecedores e a Guerra da Secessão (1861-64) nos Estados Unidos, poderoso concorrente, contribuíram para expandir significativamente a indústria algodoeira cearense e para dinamizar o comércio de sua capital. Continue lendo A hegemonia Urbana de Fortaleza e o Governo de Martiniano de Alencar

José do Patrocínio

José Carlos do Patrocínio, mais conhecido como José do Patrocínio, nasceu em Campos, RJ, em 9 de outubro de 1853, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29 de janeiro de 1905. Foi jornalista, orador, poeta e romancista,. Compareceu às sessões preparatórias da instalação da Academia Brasileira de Letras e fundou a cadeira nº 21, que tem como patrono Joaquim Serra. Era filho natural do Padre João Carlos Monteiro, vigário da paróquia e orador sacro de grande fama na capela imperial, e de “tia” Justina, quitandeira. Passou a infância na fazenda paterna da Lagoa de Cima, onde pôde observar, Continue lendo José do Patrocínio

Inauguração do Cine São Luis em 1958

A construção foi iniciada em 1939 pelo Grupo Severiano Ribeiro, e em 1958, a edificação foi concluída e inaugurada. Sua primeira sessão foi em 26 de Março, com a exibição do filme Anastácia, a princesa esquecida, e a renda foi revertida em benefício da Campanha de Benfeitores da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza e do Asilo do Bom Pastor. Estiveram presentes à solenidade as autoridades locais e o Senhor Luiz Severiano Ribeiro, idealizador e proprietário do Cinema São Luiz. A programação ainda se estendeu por um mês, tendo projeção de filmes diariamente. Jaqueline Aragão Cordeiro

Colônia Cristina e Leprosário Antônio Diogo

A Colônia Cristina, criada em 1880, foi um lugar de acolhimento para os órfãos, vítimas da grande seca que assolou o Ceará no período 1877 a 1879. O local foi construído nas terras doadas pelo comendador Luiz Ribeiro da Cunha e sua esposa Maria Carolina Vieira ao Governo da Província no dia 10 de abril de 1880 No dia 10 de setembro de 1894, a Lei nº 158 autorizou a transformação da Colônia Agrícola e Orfanológica Cristina em Colônia Correcional Agrícola. Mais tarde, pela Lei nº 856, de 27 de agosto de 1906, foi autorizado ali, a criação de uma Continue lendo Colônia Cristina e Leprosário Antônio Diogo

A seca de 1877 a 1879 no Ceará

As fotos fazem parte de um conjunto de 14 registros fotográficos de vítimas da seca ocorrida entre 1877 a 1879 e foram publicadas no jornal “O Besouro”, de 20 de julho de 1878, ano I, n.16. Esse conjunto de fotografias foi feito em estúdio, e pertencem, atualmente, ao acervo da Biblioteca Nacional. São imagens chocantes, em formato de “cartes de visite”, e retratam crianças, homens e mulheres desnutridos e maltrapilhos, de aparência doentia. A publicação da ilustração litográfica das duas fotos sendo seguradas por um esqueleto vestindo paletó, sob o título “Páginas tristes – Scenas e aspectos do Ceará (para Continue lendo A seca de 1877 a 1879 no Ceará

Algodão, o ouro branco do Nordeste

A partir de 1680, o Siará passou à condição de capitania subalterna de Pernambuco, desligada do Estado do Maranhão. A região só se tornou administrativamente independente em 1799, quando foi desmembrada de Pernambuco e o cultivo do algodão despontou como uma importante atividade econômica. Com o declínio do ciclo da pecuária no final do século XVIII, tem início um novo ciclo que transformaria a economia do Ceará e, consequentemente, a de Fortaleza: o do algodão, também chamado de ouro branco. Até então, a cotonicultura era uma atividade secundária, praticada paralelamente à pecuária. Sua produção destinava-se basicamente ao mercado do Recife. Continue lendo Algodão, o ouro branco do Nordeste

Caldeirão do Beato Zé Lourenço

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Jornal “O Povo” noticia sobre os campos de concentração no Ceará

Leia sobre os campos de concentração no Ceará AQUI e AQUI Jaqueline Aragão Cordeiro

A Sedição de Juazeiro – Minissérie completa

Agostinha Alves de Carvalho e o Alferes Antônio Domingues

Manoel da Rocha Franco, português, era casado com Maria Sanches de Carvalho, moravam em Portugal e mudaram-se para o Brasil na metade do século XVIII e foram morar em Recife. Vieram com eles seu cunhado Domingos Sanches de Carvalho a suas sete filhas do casal: Antônia Franco de Carvalho Senhorinha de Carvalho Anacleta da Silva de Carvalho Eugenia Gonçalves de Carvalho Agostinha Alves de Carvalho Lina de Carvalho Bernardina Sanches de Carvalho A mudança da família para o Brasil se deu, por causa do namoro de sua filha Agostinha com o Alferes Antônio Domingues Alves, relacionamento esse não permitido pois Continue lendo Agostinha Alves de Carvalho e o Alferes Antônio Domingues

João André Teixeira Mendes, o Canela Preta

João André Teixeira Mendes, o Canela Preta, nasceu no dia 17 de março de 1781, na Vila de Icó, e faleceu com 93 anos, em Icó. Casou-se no dia 06/07/1803, na Capela do Rosário na Vila do Icó, com a sua prima Maria Demétria do Coração de Jesus. João André Teixeira Mendes pertenceu ao Partido Conservador, ligado a Joaquim Pinto Madeira até 1831. Foi um perseguidor implacável da família Alencar e seus maiores inimigos foram os Cavalcante, a quem matou muitos membros da família. Em 1823 é criado o partido patriota do Icó, uma minoria na luta contra os portugueses Continue lendo João André Teixeira Mendes, o Canela Preta

Mini série “A sedição de Juazeiro”

O Caldeirão do Beato Zé Lourenço

TV Assembleia – Ceará

A Estrada de Ferro de Sobral

A Estrada de Ferro de Sobral (EFS) foi a segunda ferrovia do Ceará, foi planejada para dar assistência a cidade de Sobral durante os anos de seca entre 1877 e 1879. Sua construção teve início em 1878 e alcançou o seu primeiro ponto final, Ipu, em 1894. Atualmente estes caminhos de ferro são operados pela Transnordestina Logística S.A. Os primeiros trilhos foram assentados em 26 de março de 1879, em Camocim e dois anos depois, em 15 de janeiro de 1881, foi inaugurado o primeiro trecho, com 24,50 quilômetros, ligando o Porto de Camocim a cidade de Granja. A estrada Continue lendo A Estrada de Ferro de Sobral