Documentário “Além do Barro”

Curta metragem documentário sobre as louceiras da comunidade de Córrego de Areia, Limoeiro do Norte no Ceará, produzido pelos alunos do Curso de Audiovisual Modular II promovido pelo Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura em parceria com o CENTEC em março de 2006. Roteiro: Wellington Machado e Fernando Freitas. Direção: Fernando Freitas. O documentário, que conta a história da artesã Lúcia Pequeno, natural de Limoeiro do Norte e Mestra da Cultura do Ceará, nomeada em 2004, teve seu lançamento no Museu da Imagem e do Som (MIS), em Fortaleza, a convite do então diretor Gilmar Chaves, e participou Continue lendo Documentário “Além do Barro”

Associação de Mulheres Empreendedoras de São Miguel da Luz

A Associação de Mulheres Empreendedoras de São Miguel da Luz está localizada em São Miguel, cidade de Itapajé. É presidida por Magda Ferreira Queiroga, enfermeira por profissão e artesã por vocação. Além dela, tem a diretoria financeira  e um grupo de 30 associadas, sendo que quinze dessas, atuam diretamente  na criação das peças. A ideia surgiu do desejo das mulheres da comunidade em ter uma fonte de renda complementar, assim, surgiu a Associação, que além do financeiro, é a forma de divulgarem esse artesanato maravilhoso, feito pelas mulheres de São Miguel. Barro, papel, tecido, garrafas pet, palitos, retalhos, tudo isso Continue lendo Associação de Mulheres Empreendedoras de São Miguel da Luz

As olarias de Cascavel

O processo começa com a quebra do barro, depois, vai para um tanque com água, em seguida se amassa com os pés, molda, seca um pouco no sol, tira os excessos, alisa com esponja molhada ou sabugo, seca, alisa novamente, dessa vez com uma semente, e então, é queimada no forno. Após 4 ou 5 horas, a peça está pronta. Há cerca de três anos, o artesão, Sr. Francisco Muniz, teve a ideia de incrustar o desenho da renda na cerâmica. Ainda hoje é considerada a fórmula do sucesso, guardada a sete chaves. No galpão atrás da casa, no qual Continue lendo As olarias de Cascavel

A origem das garrafinhas de areia colorida

Chama-se ciclogravura a produção artesanal de desenhos com areia colorida em garrafas. A história tradicional aponta Joana Carneiro como a iniciadora do engarrafamento de areias coloridas para fazer desenhos. Há outros registros que apontam a existência da atividade em países árabes, como a Jordânia, mas não é possível dizer se lá começaram, uma vez que as areias naturalmente coloridas são mais encontradas no litoral de Aracati e Beberibe. Antes, as figuras eram simples, apenas variações geométricas de cores sobrepostas. Depois a atividade foi aperfeiçoada pelos próprios filhos de dona Joana. Antônio Carneiro, o “Toinho da areia colorida”, é o filho Continue lendo A origem das garrafinhas de areia colorida

Selo CEART

O Selo CEART é um sistema de certificação que se inclui como mais um serviço prestado aos artesãos cearenses para aumentar a competitividade dos produtos artesanais e o reconhecimento das obras de arte popular, a partir da observação dos requisitos que garantam autenticidade, especialmente sua identidade cultural e excelência. Entre os benefícios do Selo CEART estão a garantia da autenticidade da produção artesanal e o reconhecimento das obras de arte popular; a consolidação canais de comercialização e ampliar mercados; o aumento da competitividade da produção artesanal; diferenciação dos produtos artesanais das peças elaboradas industrialmente, reconhecendo seu valor de tradição e Continue lendo Selo CEART

Centro de Artesanato de Baturité

A antiga estrada de ferro de Baturité, hoje, abriga o Centro de Artesanato de Baturité, inaugurado em 10 de outubro de 2014. A associação do Empreendedores Artesãos de Baturité tem como presidente a Sra. Maria Creusa de Freitas. O trabalho dos artesãos é de excelente qualidade, todas as peças são feitas com esmero e a diversidade nos deixa tentados a comprar mais e mais. No feitio das peças são usados a palha de bananeira, de coqueiro, de milho e retalhos de tecido. O apoio do Sebrae no empreendimento, deixa tudo com aspecto mais profissional e de a lojinha é de Continue lendo Centro de Artesanato de Baturité

Nonato e Ivonete, xilogravura e cordel de mãos dadas

Hoje tive o prazer de conhecer dois proeminentes artistas da nossa terra: NONATO ARAÚJO, especialista em xilogravuras e IVONETE MORAIS, cordelista. O trabalhos desses dois artista me impressionou e não podia deixar de dividir com vocês para que tenham a oportunidade de ver o trabalho dos dois. As xilogravuras são de uma técnica que beira a perfeição, fiquei realmente impressionada. Os Cordéis de Ivonete, de uma criatividade admirável. Para manter contato, segue seus respectivos emails: nonatoaraujoarte33@gmail.com  e  ivonete.cordelista@gmail.com Imagens arquivo pessoal

Renda de Bilros

A renda, presente em roupas, lenços, toalhas e outros artigos, têm um importante papel econômico nas regiões Norte, Nordeste e Sul. A chamada renda de almofada ou de bilros é desenvolvida pelas mãos das rendeiras que trabalham com uma almofada, um papelão cheio de furos, linha e bilros (pequenas peças de madeira semelhantes a fusos). Trazida pelos portugueses e pelos colonos açorianos, esta técnica é um trabalho tradicional de vários pontos do litoral brasileiro. Os papelões são passados de geração a geração e alguns motivos são exclusivos de uma família. Apesar de a renda não ser um produto originalmente brasileiro, Continue lendo Renda de Bilros

Traçado de fibras e cipós

A arte de trançar fibras, deixada pelos índios, inclui esteiras, redes, balaios, chapéus, peneiras e outros. Quanto à decoração, os objetos de trançados possuem uma imensa variedade, explorada através de formas geométricas, espessuras diferentes, corantes e outros materiais. Os índios possuem grande habilidade para tecelagem, já que sua prática e conhecimento dos trançados e cestarias é bastante desenvolvida. No artesanato de cestas e trançados, destacam-se as tribos do alto Amazonas e Solimões, influenciados pelos povos andinos. Na confecção manual de tecidos, utilizam-se dois processos, o vertical e o horizontal. O vertical foi um processo que muito difundiu-se entre os índios Continue lendo Traçado de fibras e cipós

Entalhe em madeira

A produção de entalhes em madeira é outra manifestação da cultura material brasileira, utilizada pelos índios nas suas construções, armas e utensílios, embarcações e instrumentos musicais, máscaras e bonecos. A arte e o artesanato em madeira produzem objetos diversificados com motivos como a natureza, o universo humano e a fantasia. As carrancas, ou cabeças-de-proa, muito conhecidas no Rio São Francisco, são figuras reais ou mitológicas, com formas humanas ou de animais, geralmente com expressões de ira, que os navegantes costumam colocar na frente de suas embarcações, para afugentar os maus espíritos. Utensílios como cocho, pilão, gamela e móveis simples e Continue lendo Entalhe em madeira

Cerâmica e bonecos de barro

A cerâmica é uma das formas de arte popular e de artesanato mais desenvolvidas no Brasil. Dividida entre cerâmica utilitária e figurativa, essa arte feita pelos índios misturou-se depois à tradição barrista européia, e aos padrões africanos, e desenvolveu-se em regiões propícias à extração de sua matéria-prima – o barro. Nas feiras e mercados do Nordeste, podem-se ver os bonecos de barro que reconstituem figuras típicas da região: cangaceiros, retirantes, vendedores, músicos e rendeiras. Os mais famosos são os do pernambucano Mestre Vitalino (1909-1963), que deixou dezenas de descendentes e discípulos. A cerâmica figurativa destaca-se também nos estados do Pará, Continue lendo Cerâmica e bonecos de barro

Central de Artesanato do Ceará – CeArt

A Central de Artesanato do Ceará (CeArt) é um mercado de Fortaleza que comercializa o artesanato produzido no Ceará . Surgiu em 1979 por iniciativa da primeira dama Luiza Távora, como ação governamental para fomentar, desenvolver e organizar o artesanato cearense . A primeira sede do Ceart, projetada pelo engenheiro cearense Pedro Natale Rossi, utilizava troncos de carnaúba em sua estrutura. No entanto, a construção se desgastou com o tempo e um novo projeto teve que ser erguido no local. A nova Central foi inaugurada em março de 1992. Em 2006, o total de artesãos cadastrados chegou a quase 35 Continue lendo Central de Artesanato do Ceará – CeArt

Artesanato do Ceará – Parte 2

ARTESANATO – O índigena, que o colonizador encontrou, já era artesão do tecido e da cerâmica sedimentar. Com a casca da aroeira tingia de vermelho os fios de algodão e as fibras de outros vegetais, e do azul que extraia de outras plantas do mato. Produzia sandálias de corda de caroá (ou croatá). Os Jesuítas, ao chegarem para proceder a evangelização da indiada, ante a habilidade manual e pendor artístico mostrados pelos nativos, sistematizaram o artesanato existente, somando-o ao da gente portuguesa, ensinando-lhe as técnicas de pintura, escultura, douração, relojoaria, ourivesaria, carpintaria, marcenaria, tecelagem, fundição etc. Com a expulsão dos Continue lendo Artesanato do Ceará – Parte 2

Artesanato do Ceará – Parte 1

AREIA COLORIDA – Com as areias multicores das falésias que lhes enfeitam a praia, surgiu, principalmente, em Majorlândia, Aracati, os artistas das garrafinhas coloridas. Pacientemente, com estiletes e diminutas pazinhas, eles as vão dosando para dentro das garrafas, formando paisagens e desenhos variados. Até fotografias chegam a ser reproduzidos nessas garrafas. Obviamente é um trabalho de muita paciência e habilidade. Arte pura.   CERÂMICA – A mulher indígena já fazia panelas e pratos de barro dos massapês próximos. E hoje os sertanejos utilizam a cerâmica para os mais variados artefatos caseiros e, também de arte pura, como o famoso mestre Continue lendo Artesanato do Ceará – Parte 1