Artesanato do Ceará – Parte 1

AREIA COLORIDA – Com as areias multicores das falésias que lhes enfeitam a praia, surgiu, principalmente, em Majorlândia, Aracati, os artistas das garrafinhas coloridas. Pacientemente, com estiletes e diminutas pazinhas, eles as vão dosando para dentro das garrafas, formando paisagens e desenhos variados. Até fotografias chegam a ser reproduzidos nessas garrafas. Obviamente é um trabalho de muita paciência e habilidade. Arte pura.

 

CERÂMICA – A mulher indígena já fazia panelas e pratos de barro dos massapês próximos. E hoje os sertanejos utilizam a cerâmica para os mais variados artefatos caseiros e, também de arte pura, como o famoso mestre Vitalino, de Pernambuco, e com seguidores nos demais estados nordestinos, Ceará, inclusive. O artesanato de cerâmica medra nos municípios banhados por rios e riachos. Jarras, quartinhas (moringas), gamelas, pratos, mealheiros, alguidares, além de figuras lúdicas de animais, pessoas etc. São muitos os municípios louceiros: Barbalha, Ipu, Limoeiro do Norte, Aracati, Icó, Juazeiro, Chorozinho.
CESTARIAS E TRANÇADOS – São variedades do artesanato situadas logo a seguir das rendas e bordados, no que concerne á ocupação da mão de obra, e em cifras de unidades produzidas e exportadas. Para trançar temos a maior riqueza a “carnaúba”. Chapéus, cestas, esteiras, vassouras, abanos, peneiras, samburás, caçuás, esteiras, urupenbas, são algumas das unidades desse universo da cestaria e da trança. Aracati e Sobral são os maiores produtores de chapéus. De “cipó”, dezenas de municípios trançam-no para o fabrico de vários utilitários. Outros mais dedicados a essa atividade são Russas, Cascavel, Limoeiro do Norte e Guaramiranga.
MADEIRAS E METAIS – Com latas usadas, os artesãos fabricam bacias, canecas, lamparinas, funis, caçarolas, formas de bolo, etc. Com forja e bigorna e rudimentares instrumentos de ferreiros, são confeccionados foices, armadores de redes, chocalhos, estribos, argolas, fechaduras. Com a madeira, nossos marceneiros são capazes de fazer obras de arte encantadoras na área do mobiliário. Sem dúvida alguma, o cearense tem pendor artístico. Pena que o incentivo às suas artes ficaram perdidos nos tempos do Padre Cícero. São admiráveis pelo fato de não haverem deixado essa tradição se acabar de todo. Acrescente-se a este artesanato de madeira, o trabalho dos talhadores, que esculpem sua arte em tábuas.
COURO – Eis a matéria-prima em que o artesanato cearense ganha dimensões extraordinárias. O mais característico é o chapéu de couro, que o vaqueiro usa e que o visitante sempre gosta de comprar. A roupa do vaqueiro é toda feita em couro, única forma que o capacita a, montando no cavalo, correr atrás do boi, por entre a caatinga agressiva, cheia de plantas espinhentas e ressequidas. Mas há também as selas, arreios, bainhas de faca, porta revistas, esculturas, cadeiras… A fora evidentemente as sandálias, as alpercatas e sapatos de couro cru, ainda vendáveis, apesar da instalação, recentemente, de várias indústrias de sapato, vindas do sul do país, que estão aproveitando os generosíssimos incentivos, que o Governo do Estado oferece. Já se pode afirmar que o Ceará é mais um polo industrial do Couro. Morada Nova, Juazeiro, Crato, Jaguaribe e Assaré apresentam os contingentes maiores do artesanato coureiro.
Fonte: ceara.com.br
Jaqueline Aragão Cordeiro

Author: Jaqueline Aragão Cordeiro

6 thoughts on “Artesanato do Ceará – Parte 1

  1. Amo as coisas do nordeste vou entrar em contato pois gostaria muito de comprar cestarias para decorar uma parede de meu quarto. Existe esta possibilidade//

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