O presente de Ana Rodrigues de Aragão

Um presente pode ter um valor simbólico que recursos materiais não pagam, a representação sentimental é algo que nos marca por toda a vida. Um carinho na hora certa, um sorriso quando palavras são desnecessárias, um olhar ou mesmo um objeto, muitas vezes tão simples e tão significativo. Alguns desses presentes atravessam gerações, vão passando de pai para filho e em cada geração a simbologia vai se fortalecendo. Ana Rodrigues de Aragão teve oito filhos e quando foram casando ela encontrou uma forma de presentear as filhas e a primeira nora, comprou um conjunto com seis colheres e deu duas Continue lendo O presente de Ana Rodrigues de Aragão

O Jumento, nosso irmão, de São José dos Mocós

Já dizia o Padre Vieira, que o jumento é nosso irmão. Com esse pensamento, o padre lutou muito anos pela proteção do bichinho, fundando o “Clube mundial do jumento”. Era o animal da luta diária do nordestino, acostumado a labuta, muitas vezes sem a menor compaixão do seu dono. Os apelidos mais extravagantes ficaram por conta do rei do baião Luiz Gonzaga, na música “apologia ao jumento”: Babau, Gangão, Breguesso, Fofarkichão, e por aí vai… Quem teve uma infância no interior, pegando fruta no pé, tomando banho de açude e de riacho ou na chuva, sabe quão forte era a Continue lendo O Jumento, nosso irmão, de São José dos Mocós

Santa Isabel de Aragão

Isabel de Aragão nasceu em Saragoça (Espanha) e faleceu no dia 04 de janeiro de 1271 em Estremoz (Portugal) no dia 04 de julho de 1336. Foi uma nobre aragonesa (Reino de Aragão).  Em 11 de fevereiro de 1282, com 12 anos, Isabel casou-se então por procuração com o soberano português D. Dinis em Barcelona. Do seu casamento com o rei D. Dinis teve dois filhos: Constança (nascida em 03 de janeiro de 1290 e falecida em 18 de novembro de 1313), casou em 1302 com o rei Fernando IV de Castela. Afonso IV (nascido em 08 de fevereiro de Continue lendo Santa Isabel de Aragão

Brasões de família

Um brasão de armas ou, simplesmente, brasão, na tradição europeia medieval, é um desenho especificamente criado, obedecendo às leis da heráldica, com a finalidade de identificar indivíduos, famílias, clãs, corporações, cidades, regiões e nações. O desenho de um brasão é normalmente colocado num suporte em forma de escudo que representa a arma de defesa homônima usada pelos guerreiros medievais. No entanto, o desenho pode ser representado sobre outros suportes, como bandeiras, vestuário, elementos arquitetônicos  mobiliário, objetos pessoais, etc. A partir do século XIX, com a ascensão ao poder da Burguesia e o declínio da Aristocracia, o brasão foi perdendo a sua importância.  A Continue lendo Brasões de família

Os Ximenes de Aragão

O sobrenome Ximenes deriva-se do patronímico(sobrenome derivado do nome do pai) do nome próprio de Ximeno que era muito frequente nos primeiros séculos da era cristã, tendo como origem a região de Navarra na Espanha. O primeiro a usar este apelido como sobrenome foi Garcia Ximenes de Bigorre, conde de Bigorre, filho de Ximeno Príncipe Basco, Garcia nasceu na Espanha e faleceu no ano de 758, d.C. Em Portugal esta familia residiu na cidade de Covilhã, ao sopé da serra da Estrela. Já no Brasil os Ximenes de Aragão estabeleceram-se no estado de Pernambuco, na cidade de Goiana, indo depois Continue lendo Os Ximenes de Aragão

Cidade de Aragão

Aragão é uma comunidade autônoma da Espanha, resultado do reino histórico homónimo situado no norte da Península Ibérica. Geograficamente compreende o médio vale do Rio Ebro. Limita-se com as comunidades autónomas de Castilla-La Mancha, Castela e Leão, Catalunha, La Rioja, Navarra e Comunidade Valenciana e com a França. O Reino de Aragão, junto com o Condado de Barcelona (Catalunha) formava a Coroa de Aragão no século XII, ainda que permanecesse totalmente independente conservando todas suas instituições, foros e direitos até a Guerra da Sucessão Espanhola no século XVIII. Com o casamento do conde Ramón Berenguer IV (do Condado de Barcelona) Continue lendo Cidade de Aragão

Relatos da seca – Prof. Manoel Ximenes de Aragão

SÃO JOSÉ DO MOCÓS/SANTA QUITÉRIA-CE. – ARQUIVO PESSOAL Depois da terrível seca de 1825, 1826 e 1827 que quase assolou o Ceará, em 1828 o inverno foi abundante, mas infelizmente, o povo desnutrido não tinha forças para o trabalho nas roças, além da falta de sementes para plantar, pois tudo que havia foi usado como alimento. Mesmo assim, houve abundancia de legumes, além de uma imensidade de preás e mel de abelha, que saciava a fome do povo. Não era raro se ver, em poucas horas, um homem matar centenas de preás e tirar tanto mel que não podia carregar. Continue lendo Relatos da seca – Prof. Manoel Ximenes de Aragão