O Batalhão Patriótico

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Lampião paramentado como “soldado” do batalhão patriótico

Em 1925, a coluna Prestes percorria o interior do Brasil. O governo federal montava diversos grupos armados para combater o bando. Na região o encarregado de organizar a milícia foi o médico Floro Bartolomeu, que criou o chamado Batalhão Patriótico.

Para fortalecer o grupo, Floro teve uma ideia inusitada: convidar o temido cangaceiro Lampião para integrar o Batalhão Patriótico. Como argumentos, o caudilho usou o nome de Padre Cícero e ofertou a anistia ao bando de Lampião.

Em 1926 Lampião chegou em Juazeiro acompanhado de quarenta e nove homens com o intuito de servir ao Batalhão Patriótico. Ao contrário do que os cangaceiros achavam, Padre Cícero somente ficou sabendo do acordo alguns dias antes da chegada do bando a Juazeiro. Em outra versão, defendida pelo historiador Billy James Chandler, o convite teria sido feito pelo próprio sacerdote.

padre cicero e floro bartolomeu
Floro Bartolomeu e Padre Cícero

Como Floro Bartolomeu estava no Rio de Janeiro em tratamento médico, o general das forças juazeirenses Pedro de Albuquerque Uchoa foi o encarregado de conceder a patente de capitão ao cangaceiro.

Ao encontrar Lampião e seu bando, Padre Cícero recomendou que abandonassem o cangaço e que passassem a respeitar as leis. Uma de suas frases mais conhecidas foi proferida nesse encontro: “Quem matou não mate mais, quem roubou não roube mais”. Nesse evento, Lampião foi nomeado Capitão e lhe concedido poderes de militar.

Os cangaceiros deixaram Juazeiro sem receber a anistia prometida e sem nunca enfrentar a coluna Prestes.

Fonte: Wikipédia
Imagens: Arquivo Nirez

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