Bamburral

O bamburral (Hyptis suaveolens) é uma espécie subarbustiva e pode atingir até 1,3 m de altura. Ocorre principalmente em áreas abertas, formando grandes manchas uniformes. Muitas espécies de insetos, principalmente as abelhas, visitam suas flores para coletar néctar. O bamburral pode ser utilizado para aumentar a disponibilidade de recursos alimentares utilizados pelas abelhas. É nativa de regiões tropicais do México, Antilhas, América do Sul e América Central, bem como em partes tropicais da África, Ásia e Austrália É comum em todo o Brasil, principalmente no Nordeste. As hastes são peludas, e quadradas na seção transversal. As folhas são dispostas em Continue lendo Bamburral

Mulungu

O Mulungu é uma árvore nativa da caatinga do nordeste brasileiro, apresenta grande resistência a altas temperaturas e escassez de água. Sua casca e frutos são utilizados na medicina popular mas sua eficácia ainda não foi comprovada cientificamente. O nome genérico Erythrina vem do grego erythros, que significa “vermelho”, em alusão à cor das flores; o epíteto específico velutina vem do latim, devido ao fato da folha apresentar de delicados e macios pelos. O nome vulgar mulungu vem do tupi, mussungú ou muzungú e do africano mulungu significando “pandeiro”, talvez pela batida no seu tronco oco emitir som. Nomes populares: Continue lendo Mulungu

Ingazeira

O(a) ingá, também chamado(a) ingazeira, é uma árvore do gênero Inga, da subfamília Mimosoideae, da família Fabaceae. “Ingá” também designa o fruto da árvore: uma longa vagem que contém sementes envolvidas por uma polpa muitas vezes comestível. É muito comum nas margens de rios e lagos, sendo muito procurado pela fauna e pelo homem por suas sementes envolvidas por polpa branca e adocicada. O ingazeiro costuma apresentar floração mais de uma vez por ano. São conhecidas cerca de 300 espécies do gênero Inga. O atual centro de diversidade do gênero é a floresta amazônica, mas o gênero possui representantes no Continue lendo Ingazeira

Aroeira

A urundeúva (Myracrodruon urundeuva, classificada anteriormente como Astronium juglandifolium e Astronium urundeuva) é também conhecida como aroeira, aroeira-preta, aroeira-do-sertão, uriunduba, aroeira-do-campo e aroeira-da-serra. A lista vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais a cita como Astronium urundeuva. No estado de São Paulo, ocorre em áreas com biomas fronteiriços e está na lista oficial das espécies ameaçadas, naquele estado. Suas flores são insignificantes, se reunindo em grandes inflorescências. Seu fruto é uma pequena noz, fica por cima de um cálice que se parece com um paraquedas. É nativa da caatinga e do Continue lendo Aroeira

XiqueXique

O Pilosocereus polygonus é uma cactácea cuja distribuição compreende grande parte da região intertropical das Américas, nomeadamente do sul da Flórida ao Nordeste do Brasil, basicamente no Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia. Mas também aparece no Piauí, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, sendo muito comum na caatinga, onde é denominado xiquexique. Sua formação pode ser arbustiva ou arbórea, chegando a atingir a altura de quatro metros, desenvolvendo-se em solos rasos e pedregosos e apresentando numerosos espinhos, fortes e pontiagudos em suas aréolas. Suas flores são branca e seu fruto, com coloração avermelhada quando maduro, é comestível, saboroso e rico Continue lendo XiqueXique

Favela ou Mandioca-Brava

Cnidoscolus quercifolius (sin. C. phyllacanthus. Anteriormente conhecida como Jatropha phyllacantha Müll.Arg.), popularmente chamada de favela, faveleira, faveleiro ou mandioca-brava, é uma planta da família das euforbiáceas. É endêmica do Brasil. A sua gama de distribuição inclui os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Pernambuco, Piauí e São Paulo. É a planta que deu origem ao termo “favela”, por ocasião da Guerra de Canudos. É um arbusto. Possui flores brancas, dispostas em cimeiras. O fruto é uma cápsula que contém sementes oleaginosas, semelhantes às sementes de fava. Daí, os nomes “favela”, “faveleiro” e “faveleira”. Publicado em Continue lendo Favela ou Mandioca-Brava

Angico

Nome científico: Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan var. cebil (Griseb.) Altschul Família: Leguminosae-mimosoideae Sinônimos: Acacia cebil Griseb; Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan; Piptadenia colubrina Benth; Piptadenia peregrina Benth; Piptadenia macrocarpa Benth. Nomes populares: angico-amarelo; angico-brabo; angico-branco; angico-castanho; angico-cedro; angico-de-caroço; angico-de-casca; angico-de-curtume; angico-do-banhado; angico-do-campo; angico-do-mato; angico-dos-montes; angico-fava; angico-jacaré; angico mama-de-porco; angico-manso; angico-preto; angico-preto-rajado; angico-rajado, angico-rosa; angico-verdadeiro; angico-vermelho; Arapiraca; brinco-de-saoim; brincos-de-sagüi; brincos-de-sauí; Icambuí; cambuí-angico; cambuí-ferro; curupaí, guarapira; guarapiraca; guarucaia, moro e paricá. O angico, assim como as aproximadamente 80 espécies inicialmente abrigadas sob o gênero Piptadenia, é árvore nativa de regiões tropicais americanas. No Brasil, ocorre no Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Continue lendo Angico

Jucazeiro

Nome científico: Caesalpinia ferrea Mart. Ex Tul.var. férrea Família: Fabaceae-Caesalpinoideae Nome vulgar: jucá, jucazeiro, pau-ferro, pau-de-jucá, muirá-obi (Maia 2004), ibirá-obi, imirá-itá,  yucá (tupi). Árvore de pequeno porte com 6 a 10 m de altura e com copa arredondada aberta e ampla. Caule com diâmetro que pode atingir 10 a 30cm, casca cinza escuro, lisa, um pouco lustrosa quando nova, apresentando manchas irregulares mais claras, resultantes da perda de placas de ritidoma. Folhas alternas, compostas. Flores amarelas, pequenas, dispostas em panículas terminais. Frutos em forma de vagens escuras, pequenas, curvas e indeiscentes, contendo 2-5 sementes lisas, duras, de cor marrom. A Continue lendo Jucazeiro

Oiticica

A Oiticica é uma espécie típica da caatinga do sertão, do seridó, do agreste piauiense e dos litorais do Ceará e do Rio Grande do Norte. Ocorre nas bacias hidrográficas do Piaui, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraiba, principalmente no sertão. Os vales nordestinos mais densamente florestados com a oiticica são: o da Paraíba, do Acaraú, do Jaguaribe, do Açu, do Apodi, do Ipanema do Piancó, do Piranhas e do Rio do Peixe. A árvore pode atingir até 20 metros de altura e o seu tronco grosso ramifica-se a pouca distância do solo. Sua grande capacidade de viver em clima seco, Continue lendo Oiticica

Quixabeira

A Quixabeira (Sideroxylon obtusifolium) é uma árvore que atinge até 15 metros de altura, da família das sapotáceas, nativa do Brasil, mais precisamente dos estados do Piauí e de Minas Gerais. A madeira é dura; a casca tem propriedades adstringentes e tonificantes; as folhas e os frutos são forrageiros. Na época das secas, serve de alimento para o gado e sua casca tem propriedades tônicas, adstringentes e antidiabéticas. Possui espinhos fortes, folhas oblongas e cartáceas, flores aromáticas e bagas roxo-escuras, doces e comestíveis. É conhecida ainda pelos nomes de quixaba, quixaba-preta e rompe-gibão. Esta espécie também ocorre em outros estados Continue lendo Quixabeira