Angico


Nome científico: Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan var. cebil (Griseb.) Altschul
Família: Leguminosae-mimosoideae
Sinônimos: Acacia cebil Griseb; Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan; Piptadenia colubrina Benth; Piptadenia peregrina Benth; Piptadenia macrocarpa Benth.
Nomes populares: angico-amarelo; angico-brabo; angico-branco; angico-castanho; angico-cedro; angico-de-caroço; angico-de-casca; angico-de-curtume; angico-do-banhado; angico-do-campo; angico-do-mato; angico-dos-montes; angico-fava; angico-jacaré; angico mama-de-porco; angico-manso; angico-preto; angico-preto-rajado; angico-rajado, angico-rosa; angico-verdadeiro; angico-vermelho; Arapiraca; brinco-de-saoim; brincos-de-sagüi; brincos-de-sauí; Icambuí; cambuí-angico; cambuí-ferro; curupaí, guarapira; guarapiraca; guarucaia, moro e paricá.

O angico, assim como as aproximadamente 80 espécies inicialmente abrigadas sob o gênero Piptadenia, é árvore nativa de regiões tropicais americanas. No Brasil, ocorre no Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. É, entre os angicos brasileiros, o que tem a maior abrangência geográfica. Aparece ainda na Argentina, Bolívia, Paraguai e Peru. Na região Nordeste, ocorre nos solos areníticos, calcários e aluviais.

Floresce com a planta quase totalmente despida de folhagem, de agosto a setembro, no Distrito Federal, de agosto a dezembro, no Ceará, de agosto a janeiro, em Pernambuco; em setembro, no Piauí, de setembro a outubro, no Rio de Janeiro e no Paraná e de setembro a novembro, em São Paulo.

A Árvore pode atingir de 8 a 20 m. No cerrado e na caatinga, apresenta porte menor com altura variando de 3 a 15 m. O caule reto ou tortuoso, fuste com até 13 m de altura. Ramificação cimosa, dicotômica. Galhos apresentando acúleos e lenticelas. A casca apresenta casca viva de espessura grossa e avermelhada internamente.  As folhas e galhos cortados são usados como forragem. Quando murcham na planta, as folhas tomam-se tóxicas ao gado devido a formação de ácido cianídrico, porém quando secas deliberadamente, constituem boa forragem.

A madeira é de alta durabilidade e alta resistência ao apodrecimento. Própria para construção rural, naval e civil, marcenaria e carpintaria. Utilizada para a fabricação de dormentes, móveis, tabuados, carrocerias, caibros, ripas, esquadrias, tacos de assoalho, tetos, batentes, mourões, vigas, cruzetas, esteios, assoalhos, cercas, estacas, postes, carroças, móveis, rodas de engenho e obras hidráulicas. Produz lenha e carvão de boa qualidade.

A casca é usada em medicina caseira, em infusão, xarope, maceração e tintura. Tem propriedade hemostática, depurativa, adstringente, cicatrizante e peitoral. Utilizada para tosses, coqueluches, bronquites, doenças sexuais, contusões e reumatismo. Tem, também, ação sobre as fibras do útero.

Fonte e imagem: cnip.org.br

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