Rastreadores

Os “Rastreadores” eram homens do sertão nordestino, que conheciam a caatinga como a palma da sua própria mão. Ficaram famosos por rastrear cangaceiros na caatinga na década de 1930, mas não era só isso, rastreavam também animais perdidos, pessoas perdidas, animais de caça. No sertão dos Inhamuns, a família Valadão, descendentes dos índios Jucás e protegidos da família Feitosa, e seus rastreadores mais famosos: Chagas Valadão, Antonio Valadão e Assis Valadão, Zé Valadão e Zé Grande, os remanescentes, ficou famosa por ter essa habilidade, contada nesse documentário do cineasta Marcus Moura. A família Valadão ganhou mais fama na década de Continue lendo Rastreadores

Barcovi, o chato da Praça do Ferreira

José Wagner Benevides, era empresário da construção civil e um especialista no anedotário da Praça do Ferreira. Costumava contar os casos do BARCOVI. Barcovi era um desses moralistas empedernidos, apóstolo dos bons costumes, cuja vida é dedicada a combater os vícios do mundo e a encher o saco de quantos bebedores, fumantes e jogadores de baralho e roletas que encontra pela frente. Um chato com Certeza. BARCOVI relegou seu nome original e passou a se identificar por esta sigla: BARreira COntra o VIcio. Como se vê, o cara é demais. Contava o José Wagner que, certa tarde, nos anos 50, Continue lendo Barcovi, o chato da Praça do Ferreira

A hegemonia Urbana de Fortaleza e o Governo de Martiniano de Alencar

Desde o final do século XVIII, o algodão do Ceará fazia parte da agenda de produtos exportados pelo Brasil. A vila, aos poucos, foi sendo dotada de infraestrutura e serviços para atender às transações comerciais diretas com Lisboa, iniciadas em 1804. Durante o século XIX, com o avanço da indústria têxtil na Europa, aumentou consideravelmente a demanda pelo produto. A partir de meados do século XIX, a queda na produção de outros fornecedores e a Guerra da Secessão (1861-64) nos Estados Unidos, poderoso concorrente, contribuíram para expandir significativamente a indústria algodoeira cearense e para dinamizar o comércio de sua capital. Continue lendo A hegemonia Urbana de Fortaleza e o Governo de Martiniano de Alencar

José do Patrocínio

José Carlos do Patrocínio, mais conhecido como José do Patrocínio, nasceu em Campos, RJ, em 9 de outubro de 1853, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29 de janeiro de 1905. Foi jornalista, orador, poeta e romancista,. Compareceu às sessões preparatórias da instalação da Academia Brasileira de Letras e fundou a cadeira nº 21, que tem como patrono Joaquim Serra. Era filho natural do Padre João Carlos Monteiro, vigário da paróquia e orador sacro de grande fama na capela imperial, e de “tia” Justina, quitandeira. Passou a infância na fazenda paterna da Lagoa de Cima, onde pôde observar, Continue lendo José do Patrocínio

Inauguração do Cine São Luis em 1958

A construção foi iniciada em 1939 pelo Grupo Severiano Ribeiro, e em 1958, a edificação foi concluída e inaugurada. Sua primeira sessão foi em 26 de Março, com a exibição do filme Anastácia, a princesa esquecida, e a renda foi revertida em benefício da Campanha de Benfeitores da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza e do Asilo do Bom Pastor. Estiveram presentes à solenidade as autoridades locais e o Senhor Luiz Severiano Ribeiro, idealizador e proprietário do Cinema São Luiz. A programação ainda se estendeu por um mês, tendo projeção de filmes diariamente. Jaqueline Aragão Cordeiro

Colônia Cristina e Leprosário Antônio Diogo

A Colônia Cristina, criada em 1880, foi um lugar de acolhimento para os órfãos, vítimas da grande seca que assolou o Ceará no período 1877 a 1879. O local foi construído nas terras doadas pelo comendador Luiz Ribeiro da Cunha e sua esposa Maria Carolina Vieira ao Governo da Província no dia 10 de abril de 1880 No dia 10 de setembro de 1894, a Lei nº 158 autorizou a transformação da Colônia Agrícola e Orfanológica Cristina em Colônia Correcional Agrícola. Mais tarde, pela Lei nº 856, de 27 de agosto de 1906, foi autorizado ali, a criação de uma Continue lendo Colônia Cristina e Leprosário Antônio Diogo

Algodão, o ouro branco do Nordeste

A partir de 1680, o Siará passou à condição de capitania subalterna de Pernambuco, desligada do Estado do Maranhão. A região só se tornou administrativamente independente em 1799, quando foi desmembrada de Pernambuco e o cultivo do algodão despontou como uma importante atividade econômica. Com o declínio do ciclo da pecuária no final do século XVIII, tem início um novo ciclo que transformaria a economia do Ceará e, consequentemente, a de Fortaleza: o do algodão, também chamado de ouro branco. Até então, a cotonicultura era uma atividade secundária, praticada paralelamente à pecuária. Sua produção destinava-se basicamente ao mercado do Recife. Continue lendo Algodão, o ouro branco do Nordeste

Caldeirão do Beato Zé Lourenço

Para ver o vídeo, é só clicar no título do post TV Assembleia – Ceará

Jornal “O Povo” noticia sobre os campos de concentração no Ceará

Leia sobre os campos de concentração no Ceará AQUI e AQUI Jaqueline Aragão Cordeiro

Agostinha Alves de Carvalho e o Alferes Antônio Domingues

Manoel da Rocha Franco, português, era casado com Maria Sanches de Carvalho, moravam em Portugal e mudaram-se para o Brasil na metade do século XVIII e foram morar em Recife. Vieram com eles seu cunhado Domingos Sanches de Carvalho a suas sete filhas do casal: Antônia Franco de Carvalho Senhorinha de Carvalho Anacleta da Silva de Carvalho Eugenia Gonçalves de Carvalho Agostinha Alves de Carvalho Lina de Carvalho Bernardina Sanches de Carvalho A mudança da família para o Brasil se deu, por causa do namoro de sua filha Agostinha com o Alferes Antônio Domingues Alves, relacionamento esse não permitido pois Continue lendo Agostinha Alves de Carvalho e o Alferes Antônio Domingues