Testamento do Judas

Meu nome é Judas Iscariotis, o traidor de Jesus Cristo Todo ano é a mesma coisa, mas eu resisto E da tradição não desisto. Estou aqui pendurado, esperando minha hora chegar Com esse bando de interesseiro que tão a me espiar. Esses são meus pertences, que venho aqui distribuir Com esse povo todo, que veio aqui assistir Pro meu amigo Carlim Cabra fashion e esticado Deixo minhas roupas de marca E meu gel importado Pro meu amigo Lelê Que já tem no dedo um bambolê Deixo meu chapéu de palha, pra ele se entreter Pois sei que adora usar, quando Continue lendo Testamento do Judas

Queima do Judas

Malhação de Judas ou Queima de Judas é uma tradição vigente em diversas comunidades católicas e ortodoxas que foi introduzida na América Latina pelos espanhóis e portugueses. É também realizada em diversos outros países, sempre no Sábado de Aleluia, simbolizando a morte de Judas Iscariotes. Consiste em surrar um boneco do tamanho de um homem, forrado de serragem, trapos ou jornal, pelas ruas de um bairro e atear fogo a ele. Cada país realiza a tradição de um modo. No Brasil é comum enfeitar o boneco com máscaras ou placas com o nome de políticos, técnicos de futebol ou mesmo Continue lendo Queima do Judas

A origem da fogueira nas festas juninas

O uso de comidas, bebidas e danças, presentes hoje nas festas juninas, deve sua origem – dentre outros fatores – ao sincretismo feito entre o culto cristão e o culto a Dionísio (deus grego da alegria e do vinho, e também das colheitas, chamado Baco entre os romanos). Nos cultos populares que os gregos e os romanos ofereciam a Dionísio, verificavam-se farta alimentação e bebidas, música, danças, com uma forte tendência à sensualidade, o que era geralmente feito à noite. Ocorriam também adivinhações para o casamento, prognóstico para o futuro e banhos coletivos pela madrugada. Quando o cristianismo se tornou Continue lendo A origem da fogueira nas festas juninas

A origem das danças nordestinas

A miscigenação do Nordeste Brasileiro sofreu influência do branco, do negro e do índio. Isso também influenciou fortemente a música nordestina. O SAMBA, ritmo de origem negra e dançado com esse nome nos canaviais, pelos escravos desde os primeiros anos da colonização. A partir do século XIX, a cidade do Rio de Janeiro, que se tornara a capital do Império, também passou a comportar uma leva de negros vindos de outras regiões do país, sobretudo da Bahia, com isso, o samba se incorporou a cidade, onde foi difundido e é visco como um ritmo brasileiro nascido nas rodas de samba Continue lendo A origem das danças nordestinas

Papangu

Papangu é um mascarado que sai pelas ruas na época de reisado, geralmente em grupos, embrulhado de lençóis, coberto de dominós ou disfarçado de todas as maneiras; fantasia sem luxo, nem brilhos. O termo  vem de uma espécie grosseira, à espécie de  farricoco, que tomava parte nas extintas procissões de cinzas, caminhando  à sua frente, armado de um comprido relho, com que ia fustigando o pessoal que impedia a sua marcha. O papa-angu nasceu de uma brincadeira de familiares dos senhores de engenhos, que saiam mascarados e mal vestidos para visitar os amigos nas festas de entrudo (antigo carnaval do Continue lendo Papangu

Festa dos Caretas de Jardim

A festa dos caretas acontece na cidade de Jardim, durante a semana santa. O festejo teve inicio no começo do século XIX, para comemorar o inicio da colheita. Desde os anos 80, a festa é organizada pela Associação Cultural dos Caretas de Jardim, acontece durante toda a semana santa e tem seu final no domingo de pascoa. Se caracteriza pelas máscaras artesanais usadas pelos brincantes. Algumas das máscaras mais antigas da tradição, estão expostas no Museu de Jardim. Inicialmente as máscaras eram feitas com cascas de árvores e peles de animais.

Jangada: Nossa embarcação não precisa de leme

JANGADA DE PIÚBA EXPOSTA NO CENTRO DE TURISMO DO CEARÁ Uma das nossas invenções mais geniais não tem pai conhecido, muito menos patente. A jangada em si não é exatamente brasileira. Foi criada na Ásia muitos séculos atrás, e trazida para cá pelos portugueses, por volta de 1570. Aqui é usada, sobretudo, por pescadores. Sofreu adaptações até surgirem variantes tipicamente nossas, como a jangada de piúba, de origem cearense, provavelmente a única embarcação no mundo que não precisa de leme.  A jangada, que esconde extrema sofisticação tecnológica por trás da aparência primitiva, inspirou o navegador Amyr Klink a construir seu Continue lendo Jangada: Nossa embarcação não precisa de leme

Quadrilha Junina

A quadrilha é uma contradança de origem holandesa com influência portuguesa, da ilha de Açores, e também inglesa, que teve seu apogeu no século XVIII na França, onde recebeu o nome de “Neitherse”, tornando-se popular nos salões aristocráticos e burgueses do século XVII em todo o mundo ocidental. No Brasil, a quadrilha primeiro foi chamada de “Quadrilha de Arraiais”, é parte das comemorações chamadas de festas juninas. Um animador vai pronunciando frases enquanto os demais participantes, geralmente em casais, se movimentam de acordo com as mesmas, no sentido Militar, colonial. Para alguns cientistas sociais, especialmente antropólogos, tal forma de entretenimento Continue lendo Quadrilha Junina

O XAXADO

ENEDINA, AZULÃO, DADÁ E SABONETE (BANDO DE LAMPIÃO) A palavra xaxado é uma onomatopeia do barulho xa-xa-xa, que os dançarinos fazem ao arrastar as alpargatas no chão durante a dança. Há controvérsias, sobre a origem do xaxado. Alguns pesquisadores, como Benjamin e Camara Cascudo, afirmam que é uma dança originária do alto Sertão de Pernambuco, outros que ela tem sua origem em Portugal e alguns outros ainda dizem que sua origem é indígena. O xaxado foi difundido como uma dança de guerra e entretenimento pelos cangaceiros, notoriamente do bando de Lampião, no inicio dos anos 1920. Na época, tornou-se popular Continue lendo O XAXADO

O FORRÓ

“FORRÓ” DO ARTISTA PLÁSTICO JOÃO WERNER O termo “forró”, segundo o folclorista Luís da Câmara Cascudo, estudioso de manifestações culturais populares, vem da palavra “forrobodó”, de origem bantú (Tronco linguístico africano, que influenciou o idioma brasileiro, sendo base cultural de identidade no brasil escravista), que significa: arrasta-pé, farra, confusão, desordem. A Versão mais verossímil, apoiada pelo próprio historiador Câmara Cascudo, é a de que Forró é derivado do termo africano forrobodó e era uma festa que foi transformada em gênero musical, tal seu fascínio sobre as pessoas. Na interpretação popular é frequente associar a origem da palavra “forró” à expressão Continue lendo O FORRÓ