Icó, uma viagem no tempo

Icó parece uma cidade dividida em dois mundos, a efervescência da cidade grande e o aspecto bucólico da cidade do interior. Crianças brincando na rua, os moradores sentados nas calçadas, e todos se conhecem.

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Nas ruas, uma sequencia de casas e sobrados de época nos conduzem ao passado glorioso do Ceará, antes de ser terrivelmente assolado pela seca de 1877.

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As igrejas são a prova da passagem dos Jesuítas e da religiosidade dos habitantes. Mitos e lendas fazem parte da cidade de quase 300 anos, de casarões assombrados, senhoras de feudo com “pinico” de ouro e a famosa “rixa” do Barão do Crato com Dona Gloria Dias.

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A casa de câmara e cadeia foi o inicio do martírio de Dona Barbara de Alencar, Martiniano e Tristão. Contam, que aqui, Dona Barbara chegou acorrentada, com as roupas em farrapos, montada no lombo de um cavalo.

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Me acompanhando nessa viajem no tempo, contei com a companhia da professora Lucimeire Bertoldo, que não mediu esforços para me acompanhar e do historiador Altino Afonso, que me conduziu ao passado, contando os detalhes da história dessa incrível cidade.

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O conjunto arquitetônico e urbanístico de Icó, tombado pelo Iphan em 1998, é considerado o melhor da arquitetura tradicional feita no Ceará, inclusive no plano popular. Este patrimônio concentra-se em suas principais ruas, onde estão os bens de maior relevância e o traçado urbanístico imposto pelas normas da Coroa Portuguesa, no século XVIII. Como toda a arquitetura tradicional produzida na antiga Província do Ceará, a de Icó também prima pela simplicidade e despojamento. A cidade conserva, com bastante integridade, um precioso acervo arquitetônico e a área delimitada para a proteção possui, aproximadamente, 320 imóveis.(IPHAN)

Monumentos e espaços públicos tombados
Teatro da Ribeira dos Icós
Sobrado do Canela Preta
Casa de Câmara e Cadeia
Largo do Theberge
As ruas Dr. Inácio Dias, Ilídio Sampaio, Regente Feijó, Frutuoso Agostinho e 7 de Setembro

Jaqueline Aragão Cordeiro

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