Previsão de chuvas para 2017 no Ceará

O prognóstico de chuva para o Ceará na estação de fevereiro, março e abril de 2017 é o melhor desde 2012, primeiro ano da pior seca já registrada no estado. A maior probabilidade (40%) é de que o volume de chuva fique próximo à média histórica, que é de 800 milímetros durante o ano.

A última vez que choveu acima disto foi em 2011, quando a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) anotou 1.034 milímetros no acumulado de 12 meses. Em 2016, a Funceme havia divulgado 65% de chances de chuva abaixo da média para os mesmos meses.

Ainda de acordo com o prognóstico, há 30% de chance de as chuvas na estação chuvosa de fevereiro, março e abril de 2017 ficarem abaixo da média e outros 30%, acima da média histórica.

Ainda de acordo com a Funceme, em 2017 não ocorreu o fenômeno El Niño, que reduz as possibilidades de chuva no Nordeste brasileiro e o La Niña, que aumenta as chances de precipitação na região, perdeu força.

Apesar do prognóstico, o secretário de Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira, prevê dificuldades no decorrer do ano. De acordo com ele, ações emergenciais devem continuar por parte do Governo do Ceará.

VOLUME DE CHUVA(milímetros)
Ano       Volume de Chuva
2016      551
2015      532
2014      565,5
2013      551,2
2012      388,8
2011      1.034,5
2010      542,5
2009      1.225,7
2008      923,1
Médica histórica: 800,6

FONTE: Funceme

Paulino Franklin do Amaral, Barão de Canindé

Paulino Franklin do Amaral

Paulino Franklin do Amaral nasceu em 1842, em Fortaleza e faleceu em 25 março 1892 no Rio de Janeiro. Era filho de Manuel Franklin do Amaral e Paulina do Amaral.

Doutorou-se em Medicina pela Academia do Rio de Janeiro no ano de 1859, sua tese foi sobre:
1 – Operações empregadas para cura dos aneurismas;
2 – Da cerebelite, suas causas, sinais, diagnóstico e tratamento;
3 – Preparação da estriquinina e suas propriedades;
4 – Do centeio esporado e seu emprego nos partos.

Representou o Ceará no parlamento do Império nas legislaturas de 1882/1884 e 1886/1889.

Por sua atuação como médico e político, recebeu muitas condecorações (comendador da Ordem da Rosa, Comendador da Ordem de Cristo, e outras). Também foi distinguido com a condecoração do Busto do Libertador Simon Bolívar, concedida pela Venezuela, e o título de Barão de Canindé.

Carolina Ventura Rodrigues Reidner

Foi casado com Carolina Ventura Rodrigues Reidner, baronesa de Canindé, nascida em 9 abril 1847 e falecida em 1901. Tiveram quatro filhos:

  1. Plínio Franklin Heydner do Amaral
  2. Oscar Franklin Heydner do Amaral
  3. Raul Franklin Heydner do Amaral e
  4. Celina Laura de Canindé

Fonte: Portal da história do Ceará / www.geni.com (genealogia)

Jaqueline Aragão Cordeiro

Pedro Franklin Théberge

Pedro Franklin Théberge nasceu em 1811 em Marcé, na França. Em 1832 obteve o título de Bacharel em Letras pela Universidade de Paris. Pela mesma instituição doutorou-se em Medicina em 1837, ano em que foi para Pernambuco. Em 1842 foi uma das pessoas que recepcionou o engenheiro Vautier em Recife e em 1845 mudou-se para o Ceará, chegando em Icó em 1845, acompanhado de sua esposa Elisa Soulé Theberge e de seu filho Henrique Theberge.

Além de ter exercido a medicina, Pedro Théberge escreveu um trabalho pioneiro para a historiografia cearense, o “Esboço Histórico sobre a Província do Ceará”, editado por seu filho, o engenheiro Henrique Théberge no final do século XIX.

Porém, sua ação não ficou restrita à medicina, nem tão pouco à função de Historiador, Pedro Théberge participou ativamente das problemáticas urbanas da cidade de Icó e de toda a Província. Foi um dos componentes da Comissão de Obras da Casa de Câmara e Cadeia de Icó, sendo o autor de um risco neoclássico para o edifício no ano de 1759.

Projetou a fachada do Teatro do Icó, também com traço neoclássico, e um cemitério para a cidade ao lado da Igreja do Monte, além de elaborar um Mapa Topográfico da Província. Foi ainda o idealizador de uma companhia de transportes ligando o Icó à cidade de Aracati, no litoral, a Empresa União Cearense, que tinha por objetivo facilitar o transporte dos mais diversos gêneros pelo rio Jaguaribe, foi também, o idealizador da construção do cemitério local. Pedro Theberge não só idealizou o teatro da ribeira, como o construiu com seus próprios recursos.

Em fevereiro de 1862, o Ceará foi invadido por uma epidemia de cólera que matou grande parte da população. Icó foi a cidade mais atingida por ser a mais populosa. Eram médicos os Drs. Pedro Theberge e Rufino de Alencar. O Jornal “Pedro II”, em sua edição 88 de 19 de abril de 1862, destaca o empenho dos dois doutores que de mãos dadas, cooperaram para a salvação do maior número de pessoas. Nessa época, todos os prédios de Icó eram usados como enfermaria, o teatro da ribeira, as igrejas, etc.

Faleceu no dia 08 de maio 1864, vítima da cólera. Seus restos mortais repousam no Santuário do Senhor do Bonfim em Icó.

Fonte: altionoafonso.com / Instituto do Ceará – O Cólera-Morbus no Ceará
Jaqueline Aragão Cordeiro

Sobrado do Mirante – Icó

Edificação em estilo colonial com três andares, no último, se encontra o mirante. Com oito janelas, sendo duas de cada lado, proporcionava uma vista panorâmica de cidades e arredores.

Faz parte do Patrimônio Histórico Nacional, bem como outras dezenas de imóveis de Icó.

Tiririca, o palhaço que virou político

Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, nasceu em Itapipoca, no dia 1 de maio de 1965.  Aos oito anos, começou a trabalhar em circo na cidade natal, onde atuava como palhaço. O apelido de Tiririca o acompanha desde a infância, por ser um menino muito travesso . O apelido foi dado pela mãe, quando o filho era mal-humorado e zangado.

Nesta época, as apresentações de Tiririca em barracas de lona, circo muito comuns no Nordeste. Tiririca viveu por muito tempo em Cascavel, Pindoretama, Aquiraz e outras cidades do litoral, onde tinha seus pequenos circos que animavam a cidade, valendo destacar um grande número: “Não Percam o Homem Que Vira Peixe”, na hora do espetáculo Tiririca pegava um peixe morto enfiava-lhe um espeto e saia girando, e despertava gargalhadas do público. Com o talento passou a mostrar sua habilidade em Fortaleza e região metropolitana, onde seu sucesso e fama se tornaram cada vez mais constantes.

Devido ao grande sucesso alcançado nesses espetáculos, os barraqueiros da região se cotizaram e pagaram as primeiras mil cópias do CD de estreia, que bateu índices recordes de vendagem mais de 1,5 milhão de cópias, isso graças à exaustiva execução nas rádios da canção de estilo regional nordestino “Florentina”. Distribuída inicialmente pelas regiões de Juazeiro e Pernambuco, pouco tempo depois a música se tornou conhecida nacionalmente. A gravadora Sony Music comprou o disco e o lançou nacionalmente. Tiririca também bateu recordes de audiência em programas televisivos, que anteriormente pertenciam ao grupo Mamonas Assassinas e outra canção que obteve relevante sucesso foi Eu Sou Chifrudo.

O primeiro CD também causou muita polêmica, pois continha a canção Veja os cabelos dela, considerada por muitos como racista. Não obstante, os discos foram apreendidos, a execução das canções pelas rádios foi proibida e Tiririca foi processado por racismo. Ao fim, ele acabou sendo absolvido da acusação. Em 1997, gravou o segundo CD (Tiririca), com destaque para as canções O Padroeiro do Ceará, Índia e Ele é Corno mas é meu Amigo. Depois de um breve afastamento da mídia motivado por problemas pessoais, ressurge em 1999 com o lançamento do terceiro CD (Dança da Rapadura), lançado pela independente Indie Records. O maior sucesso do disco foi a canção Casado com uma Viúva. Outra gravação de Tiririca foi a música “Índia”, de Cascatinha e Inhana. A grande diferença, porém, é que durante a música inteira Tiririca só cantou a primeira frase da letra original: “Índia seus cabelos”.

Realizando uma série de espetáculos, no mesmo ano ingressou na Rede Record onde fez parte do elenco fixo do humorístico Escolinha do Barulho, abandonando temporariamente a atividade musical. Antes fora contrato da Rede Manchete aonde protagonizava um programa infantil. Posteriormente transferiu-se para o SBT, onde tinha um quadro fixo no programa A Praça é Nossa. Lançou o CD Alegria do Forró e retornou à Rede Record onde participava do programa Show do Tom, apresentado pelo também humorista Tom Cavalcante, até ser eleito em 2010. Em 2015, assina contrato com o Pânico na Band, no lugar de Wellington Muniz (o Ceará).

No dia 3 de outubro de 2010, Tiririca tornou-se o Deputado Federal mais votado do Brasil das eleições deste ano, eleito pelo estado de São Paulo com 1.348.295 (6,35%) votos. Sua campanha e eleição foi marcada por polêmicas. Tiririca lançou sua candidatura para deputado federal pelo estado de São Paulo por meio do Partido da República. Utilizou bordões como “O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto”, e “Pior do que tá não fica, vote Tiririca”. Tais bordões debochados levaram um candidato a deputado estadual a representá-lo junto ao Ministério Público Eleitoral, sob o fundamento de que estaria afrontando o Congresso Nacional e o poder público em geral. A representação, contudo, foi arquivada. Posteriormente, Tiririca foi apontado como analfabeto pela Revista Época, condição essa que impediria uma candidatura.

Acusado de falsificação, Tiririca confessou que não escreveu a declaração de escolaridade de próprio punho, como exige a legislação eleitoral, mas teria sido ajudado por sua mulher. Em 30 de outubro de 2010 a defesa de Tiririca alegou que ele sofria de Transtorno de Desenvolvimento da Expressão Escrita, uma deficiência motora que o impediria de segurar uma caneta com firmeza. A defesa afirmou que Tiririca contou com o auxílio de sua mulher para escrever de próprio punho a declaração de alfabetização, exigência da lei eleitoral brasileira. A mulher de Tiririca teria apoiado sua mão sobre a mão do marido para ajudá-lo a firmar a caneta no momento da redação. Segundo a defesa, por causa da deficiência, Tiririca também estaria impossibilitado de fazer testes de escrita.

Todavia, tal explicação contradiz o vídeo gravado por ÉPOCA em setembro, que deu origem às suspeitas de analfabetismo. As imagens mostram Tiririca dando autógrafo a um fã. Em pé, de improviso, Tiririca segura um caderno com a mão esquerda e rabisca uma assinatura circular com a mão direita. O humorista ainda desenha o que seriam as letras de seu nome. No vídeo, ele não demonstra nenhum sinal de dificuldade para segurar a caneta.

No dia 11 de novembro de 2010, Tiririca foi submetido a testes de leitura e escrita em audiência no TRE-SP. Após os testes, o desembargador afirmou que Tiririca “deu conta de ler tudo”, referindo-se ao texto do Jornal da Tarde. Sobre o ditado, afirmou que o deputado “soube escrever”. (O Estadão)

Em 17 de dezembro, o candidato foi o primeiro a ser diplomado na Assembleia Legislativa em São Paulo. Tiririca foi aplaudido pelas pessoas que estavam nas galerias. Afirmou pretender focar seus projetos nas áreas de educação e cultura, na defesa de artistas circenses em geral e ciganos. Tiririca integrou a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

Em abril de 2011 se envolveu em controvérsia ao empregar dois amigos humoristas como assessores, sem obrigá-los a cumprir expediente diário na Câmara e gratificando-os com salário de R$ 8 mil reais, cada.

Em 2012, Tiririca foi um dos 25 indicados ao Prêmio Congresso em Foco, que elege o melhor parlamentar do ano, onde se destacou por ser um dos nove deputados (dentre 513) que participaram de todas as sessões de votação na Câmara em seu mandato.

Em 2013 em um artigo da revista Financial Times, cujo título era “O palhaço brasileiro perdeu o sorriso” (Brazil’s clown loses his smile), revelou estar decepcionado com a atuação da casa onde trabalha: “Você passa o dia inteiro fazendo nada, só esperando para votar alguma coisa enquanto as pessoas discutem e discutem” (G1). Ainda em 2013, Tiririca foi um dos 15 deputados sem faltas nos dias de votação na Câmara.

Em 2014, Tiririca volta a se candidatar à Câmara Federal, pelo mesmo partido, o PR. No seu horário eleitoral, ele chega até a imitar o cantor Roberto Carlos. Foi reeleito com 1.016.796 votos, 336.970 a menos nas eleições de 2010. O motivo foi que em 2010, foi eleito pelo voto de protesto e em 2014 foi reeleito pelo voto consciente de seus eleitores, disse ele.

Em 2015, Tiririca foi condenado a pagar uma indenização aos cantores Roberto e Erasmo Carlos por parodiar a música O Portão, nas eleições de 2014. (G1)

Em 2016, foi um dos deputados que votaram Sim pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Fonte: Wikipédia

Jaqueline Aragão Cordeiro