Praia de Ponta Grossa

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Foto: Jornal Diário do Nordeste

Localizada a cerca de 50 km de Canoa Quebrada, no município de Icapuí , a praia de Ponta Grossa é quase divisa entre o Estado do Rio Grande do Norte. As falésias vermelhas, as belas dunas e a tranquilidade do local contrastam o cenário paradisíaco. As dunas imensas podem ser contempladas em um passeio de buggy.

A duna de Ponta Grossa é um dos pontos turísticos mais visitados da região, pertence à (APA) área de preservação ambiental, e pode ser avistada da praia de Canoa Quebrada. O trajeto para chegar a Ponta Grossa inclui a passagem por diversas praias, que são: Majorlandia, Lagoa do Mato, Quixaba, Retirinho, Fontainha, Retiro Grande. Todas possuem características e belezas individuais que devemos conhecer.

Ponta Grossa permanece uma praia quase em estado nativo, é isolada e sem grande infraestrutura turística. O local, de paisagens selvagens com falésias de diferentes cores, é marcado por uma enorme ponta de pedra em barro vermelho que entra mar adentro. Na maré baixa, expõe uma fonte de água doce na praia. Aqui os visitantes observam as belas formações rochosas com as mais variadas cores, do amarelo, passando pelo laranja, vermelho, ocre e até mesmo incríveis tons de vinho que lembram cenários de filmes.

Jaqueline Aragão Cordeiro

Amelinha

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Amélia Cláudia Garcia Colares, mais conhecida como Amelinha, nasceu no dia 21 de julho de 1950, em Fortaleza. De família musical, com 12 anos formou um trio vocal com sua irmã Silvia e mais uma amiga para se apresentarem em festas nas escolas. Quando mudou para São Paulo, onde fez curso para vestibular objetivando cursar a faculdade de comunicações, continuou cantando sempre incentivada pelos amigos.

Foi no ano de 1975, que Amelinha começou, efetivamente,  sua carreira de artista, acompanhando Vinícius de Moraes e Toquinho em seu primeiro trabalho profissional como cantora, em Punta Del Este, Uruguai.

No ano seguinte, 1976, lança seu primeiro disco, “Flor da Paisagem”, que teve vendagem modesta. “Frevo Mulher”, em 1979, foi uma febre nacional, que lhe deu o primeiro Disco de Ouro de sua carreira.

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O fenômeno aconteceu em 1980,  no Festival MPB 80, no Maracanãzinho, cantando “Foi Deus Que Fez Você”, lançado em compacto homônimo seguido do álbum “Porta Secreta”, ambos Disco Quádruplo de Platina com mais de um milhão de cópias vendidas.

Em 1982, emplacava outro Disco de Ouro com o tema de abertura do seriado “Lampião e Maria Bonita”, da Rede Globo, “Mulher Nova, Bonita e Carinhosa, Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor”.

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Em 1983, veio o disco “Romance da Lua Lua”, que tinha como característica principal a afinidade da cantora com as poesias que falam essencialmente de coisas que têm como cenário a lua e toda sua energia. Vem o ano de 1984 com Amelinha emplacando outro sucesso em todas as rádios AM e FM, do norte ao sul do país, com a música “Água e Luz”.

E assim transcorreu a década de 80, com Amelinha gravando Fagner, Djavan, Gonzaguinha, Elomar, Geraldo Azevedo e Moraes Moreira, entre outros.

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Em 1994, lança “Só Forró”, seu décimo CD com um projeto arrojado de volta à riqueza da música nordestina, onde canta Gonzagão.

Outros lançamentos se sucederam: “Cobra de Chifre” (1996), “Amelinha” (1998), “Vento Forró e Folia” (2002) e recentemente seu mais novo álbum “Janelas do Brasil” (2012), onde canta temas inéditos de Alceu Valença, Chico César e outros grandes.

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Amelinha foi casada com o cantor Zé Ramalho, com quem teve dois filhos, João Colares Ramalho, em 1979 e Maria Maria em 1981. A relação durou de 1978 até 1983.

Fonte: Wikipédia / site oficial da artista / zeramalho.tumblr.com/biografia

Jaqueline Aragão Cordeiro

Restaurantes Regionais – Restaurante Maria Chica

Conservando a linha do regional, buscamos conhecer os restaurantes que oferecem pratos típicos. Não só em Fortaleza, apesar de ser onde tem a maior concentração, mas em outras cidades cearenses temos ótimos restaurantes que oferecem o que temos de melhor na culinária.

As estruturas e decorações, buscam manter uma aparência que lembra nossa infância na casa dos avós, quando brincávamos livremente nos terreiros, enquanto todas as mulheres da família faziam o almoço, cozinhando em grandes caldeirões e panelas no barro, no majestoso fogão a lenha.

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Mergulhada nessas lembranças, fui conhecer o “Restaurante Maria Chica” na Parangaba. Na entrada uma “moça na janela” nos recebe, já dando uma pequena mostra do que vamos encontrar. Entramos por uma portinha que nos leva a uma incrível viagem no tempo.

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O interior é deslumbrante, ricamente decorado com objetos de época que pertenceram a família da proprietária, Sra. Glicia, ou que foram coletados por ela para esse fim. As garçonetes vestidas a caráter e o cardápio diversificado, é de encher os olhos. Depois de um longo tempo decidindo o que vamos comer, pois definitivamente, é impossível comer todas aquelas delícias em um único almoço, sentamos na rústica mesa de madeira com bancos e nos deliciamos com a tripa de porco e o torresmo extremamente crocantes, com a galinha caipira, baião de dois, sarrabulho, macaxeira frita, e por aí continua…

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Os doces caseiros estão lá, para completar o dia de sabores regionais. Os sucos são feitos da própria fruta e tem também refrigerantes e cerveja gelada para quem não quer perder nada de um domingo ensolarado na terra da luz e do sol.

Endereço: Rua Thomas Edson, 760 – Parangaba – Fortaleza – (85) 3292-5646

Jaqueline Aragão Cordeiro

Restaurantes Regionais – Restaurante Lá na Roça

Conservando a linha do regional, buscamos conhecer os restaurantes que oferecem pratos típicos. Não só em Fortaleza, apesar de ser onde tem a maior concentração, mas em outras cidades cearenses temos ótimos restaurantes que oferecem o que temos de melhor na culinária.

As estruturas e decorações, buscam manter uma aparência que lembra nossa infância na casa dos avós, quando brincávamos livremente nos terreiros, enquanto todas as mulheres da família faziam o almoço, cozinhando em grandes caldeirões e panelas no barro, no majestoso fogão a lenha.

Esperando a hora do almoço, quando a fome “apertava”, o queijo coalho com rapadura ou doce de leite estava a mão, doce de mamão com coco era meu favorito, doce de banana em rodelas com uma calda bem grossa, era um delírio de gostoso.

Correr no roçado e pegar uma espiga de milho para fazer pipoca, era fácil! Mais ou menos… ainda tenho em meu polegar esquerdo o corte profundo que levei quando criança, ao corajosamente ir pegar uma espiga para fazer pipoca, mas hoje, olho para essa cicatriz com orgulho e saudosismo, infelizmente, esse tempo não volta nem minha filha teve a oportunidade de viver esses momentos, pois a vida moderna atropela o que não está em seu roteiro.

Os restaurantes regionais tem essa missão, resgatar os sabores, cheiros e imagens da nossa cultura, e é com grande prazer que vou conhece-los para apreciar as delícias que são servidas e congestionar minha mente de maravilhosas lembranças da infância.

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O Restaurante lá na Roça, está localizado na cidade de Eusébio, a 15km de Fortaleza, e é um bom exemplo dessa tradição, conservando características interioranas na decoração.

Na entrada, avista-se uma cerquinha de estacas e a casa de tijolos aparente, onde funciona o restaurante. Na varanda mesas feitas de troncos, luminárias de cipó, tamboretes de couro de boi e as redes, completam o ambiente.

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No cardápio tem carne de sol, baião de dois, arroz de leite, paçoca, galinha a cabidela, capote, pernil de porco e carneiro, além de muitos outros pratos. Como sobremesa, tem doce de leite, de banana, de goiaba, de coco, de mamão e muito mais. Lá na Roça também é parada obrigatória para o café da manhã.

Site: www.lanaroca.com.br
Endereço: Av. Eusébio de Queiroz 4425 Grande Fortaleza – Eusébio / CE
Cep: 61760-000 Fone: 85 3260.2464 – 98569.8351 – 99915.0467

Jaqueline Aragão Cordeiro

Grupo de Artes “Por Exemplo”

Em 1973, no Crato, no Cariri cearense, surgiria o Grupo de Artes “Por Exemplo”, que reunia jovens da pequena classe urbana local e artistas populares em torno de diversas atividades artísticas e culturais. Publicava-se uma revista mimeografada chamada “Por Exemplo”.

Rodavam-se os primeiros filmes Super-8 documentários e de ficção. Faziam-se performances artísticas, happenings, shows musicais, encenações teatrais, ao mesmo tempo em que era promovido um substancioso intercâmbio entre a região do Cariri e capitais dos Estados Nordestinos, notadamente com as cidades de Recife e Fortaleza.

Esse grupo eclético, no qual se destaca Rosemberg Cariry, reuniu nomes como Bil Soares, Hugo Linard, Jackson Bantin, Walderedo Gonçalves, Múcio Duarte, Pedro Ernesto, José Roberto França, Abdoral Jamacaru, Emérson Monteiro, Jefferson de Albuquerque Jr., Luiz Carlos Salatiel, Pachelly Jamacaru, Vera Lúcia Maia, Luiz Karimai, Ivan Alencar, Cleivan Paiva, Bá Freyre, Zé Nilton, José Wilton (Dedê), Stênio Diniz, José Bezerra (Deca), Valmir Paiva, Geraldo Urano, Socorro Sidrin e Célia Teles, entre outros.

A principal marca do Grupo de Artes Por Exemplo era a diversidade das tendências, que se identificavam no objetivo de projetar a cultura do Cariri cearense para o País. Patativa do Assaré participava ativamente dos happenings, espetáculos e recitais do grupo.

“Salão de Outubro”

O Salão de Outubro, realizado pelo Grupo de Arte Por Exemplo, a partir de 1974, firmou-se, como um espaço privilegiado de reunião das vanguardas artísticas e das manifestações ditas populares, congregando poetas, artistas plásticos, escritores, cantores, compositores e cineastas em torno da ideia de promover mostras de trabalhos e espetáculos, bem como exercitar o intercâmbio com outros centros artísticos.

A proposta do grupo, que se reunia em torno do 1º Salão de Outubro, era a representação da arte por meio do encontro com os materiais e os elementos da cultura local, buscando, ao mesmo tempo, o cruzamento da tradição com as vanguardas artísticas. Esse ideário transformou o evento num grande sucesso.

Havia uma forte influência da contracultura norte-americana, do rescaldo cultural da década de 60, do underground, dos movimentos de contestação, do teatro de Augusto Boal, do Grupo Oficina, do teatro do absurdo de Corpo Santo, das leituras dos movimentos de vanguarda pós-revolucionários soviéticos, da revista Rolling Stones, dos movimentos de contracultura norte-americanos e europeus , tudo isso junto com cegos cantadores, reisados de mestre Aldenir e do Meste Dedê de Luna, coco do Mestre Carnaúba, poemas de Patativa, Cine Clube da Fundação Padre Ibiapina e programas radiofônicos de Elói Teles.

Patativa do Assaré, Cego Oliveira, Zé Gato, Banda de Pífanos dos Irmãos Aniceto, Azuleika, João de Cristo Rei, Mestre Tico, Correinha, Severino Batista do Berimbau de Lata, Mestre Nino, Zé Ferreira, Ciça do Barro Cru, Cícera Fonseca, Mestre Noza, Chico Mariano do Mamulengo, Mestre Bigode, Zé Oliveira, Pedro Bandeira, Cego Heleno e outros artistas populares tomavam parte ativamente dos eventos artísticos, sendo convidados para participações especiais em performances, happenings, recitais e shows.

Rosember Cariry, juntamente com Deca e Geraldo Urano, fizeram peças de teatro experimentais, happenings, recitais, apresentações bem vanguardistas no Festival da Canção. Para o Salão de Outubro, de Fortaleza, chegavam nomes como Caio Silvio, Graccho Sílvio, Ana Maria Roland, Ferreirinha, Ângela Linhares, durante a realização do Salão. Na geléia geral brasileira, misturava-se tradição e vanguarda, regional e universal, popular e erudito, como é o caso da Escola de Música do Padre Ágio e a orquestra do Belmonte.

O grupo mantinha ainda intercâmbio com os artistas caririenses do êxodo. Em São Paulo, Hermano Penna já conquistara importantes prêmios com seus filmes, e Jefferson de Albuquerque Jr. se profissionalizara no cinema. Tiago Araripe compunha com Tom Zé, fazia parceria com os concretistas Irmãos Campos e participava de um grupo de pop-rock brasileiro chamado Papa Poluição, que tinha, em sua formação, músicos cearenses e baianos, todos radicados em São Paulo. Tiago Araripe ligou-se, posteriormente, com o pessoal da Lira Paulistana.

Referência: Entrevista de Rosember Cariry ao site Portal Vermelho

Jaqueline Aragão Cordeiro

Museu da escrita

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O Museu da Escrita está localizado na Rua Dr. Walder Studart, 56, Bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. Iniciou suas atividades em Novembro de 2012 e é uma homenagem a professora sobralense Maria Isaurita Gomes Morais, mão do idealizador do projeto, o economista José Luís Gomes Morais.

Sua mãe, uma professora do ensino fundamental na cidade de Sobral, foi de quem recebeu os primeiros ensinamentos da leitura e da escrita. Em sua residência, além da orientação que recebia para sua alfabetização, era rotina vê-la preparar aulas e corrigir os trabalhos dos alunos, dos quais era professora.

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Desde a juventude, mostrava-se interessado em tudo que pudesse ser colecionado e servisse para ilustrar no presente os tempos e as condições de outras épocas vividas por aqueles que fizeram a história, independentemente da natureza dos objetos, dentre eles selos figurinhas, álbuns, embalagens de cigarros, moedas, etc.

 

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Posteriormente, despertou seu interesse por artigos relacionados à escrita. Assim, máquinas de escrever e tinteiros deram sequência a sua caminhada rumo ao colecionismo, seguida de uma permanente e incansável visita a museus em várias cidades do Brasil e do mundo.

Ao longo dos últimos anos e de uma busca incessante junto às casas de leilões, antiquários e feiras de antiguidades, foram adquiridas uma grande quantidade de peças representativas da evolução humana dos meios de se preservar a história, os fatos, e as informações através da escrita.

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O imóvel, onde está situado o Museu da Escrita, constitui-se de uma casa com aproximadamente 450m² de área construída,  onde anteriormente funcionou a loja de uma fábrica de móveis de arte. Em estilo colonial, ajardinada, protegida por robusto gradil, teve suas dependências adaptadas para exposição com o ajuste e construção de novos ambientes, alargamento de passagens, criação de rampas e corrimãos, instalação de toaletes com acessibilidade, entre outros melhoramentos.

 

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A coleção do museu foi adquirida ao longo dos últimos 8 anos, constituída apenas de objetos ligados ao processo da Escrita. Trata-se de uma coleção de objetos impessoais. Sabe-se que são objetos que tiveram funções, algumas relevantes e outras menos destacadas no processo escritural, mas todas, como anteriormente mencionado, com seu papel na história da escrita. Algumas réplicas de dezenas de séculos atrás, outras originais de séculos mais recentes e algumas de grande utilização já na época moderna quando da popularização da escrita.

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Ressalta-se em nosso acervo coleção de máquinas de escrever que abrange peças dos finais do século XIX – início da fabricação destes equipamentos – até as mais modernas máquinas de escrever elétricas e eletrônicas.

Coleções de Biblías, tinteiros antigos, penas de molhar, canetas tinteiros – réplicas das mais famosas canetas já fabricadas – grampeadores e perfuradores para papel, dos mais rústicos aos mais exóticos, compõem, entre outros bens, fazem parte do acervo. Ressaltam-se coleção de Bíblias nos mais diversos idiomas.

Referência: Museu da Escrita

Jaqueline Aragão Cordeiro