Gero Camilo

Gero Camilo nasceu em Fortaleza no dia 18 de dezembro de 1970. Aos dezenove anos, cursa os princípios básicos de teatro, no Teatro José de Alencar, em Fortaleza. Transfere-se para São Paulo, onde ingressa na Escola de Arte Dramática da USP, em 1994.
Iniciou no teatro amador, com objetivos didáticos. Foi o teatro, mais especificamente a Escola de Artes Dramática da USP que trouxe o poeta, dramaturgo, ator e cantor Gero Camilo até São Paulo, em 1994. Nesse período, Gero Camilo integrou o elenco de montagens realizadas por alunos, que lhe valeram o contato com diretores como Cristiane Paoli-Quito, na improvisação “Prelúdico para Clowns e Guitarra”; e José Rubens Siqueira, em “O Tartufo ou o Impostor”. Formou-se em 1998.
No processo seletivo da EAD, manifestou vocação dramatúrgica, apresentando sua primeira peça, o monólogo “A Procissão”, escrita em julho de 1993 e encenada em 1998, com direção e interpretação dele mesmo. Trata da luta de romeiros pela sobrevivência no sertão, narrada pelo personagem Zé, em meio a um cenário composto por lampiões, cruzes e velas.

Em 2004, encena a peça “Aldeotas”, de sua autoria, dirigida por Cristiane Paoli-Quito. O espetáculo confirma a sensibilidade do autor e rende à diretora o Prêmio Shell. Trata-se da história de um poeta, Levi, que envia ao melhor amigo de infância, Elias, na véspera de seu reencontro depois de muitos anos, uma peça de teatro que recorda “causos” compartilhados por eles.

No mesmo ano, Ivan Andrade e o próprio dramaturgo dirigem “Entreatos”, composto inicialmente por duas e depois por três peças que abordam temas cotidianos e que são extraídas de seu livro “A Macaúba da Terra”, de 2002, que apresenta também contos, além de peças curtas. Em “Café com Torradas”, um homem está com uma senha numa fila de espera e interage com o público; “Quem Dará o Veredicto?” conta a aflição de uma telefonista que não suporta mais sua rotina e decide não sair mais de casa; em “Um Quatro Cinco”, há um encontro marcado pelo disque-amizade. A sua publicação independente, “A Macaúba da Terra”, já tinha rendido em 2003 a montagem “As Bastianas” pela Companhia São Jorge de Variedades, com direção de Luís Mármora, baseada nos contos do livro. “Cleide, Eló e as Pêras”, dirigido por Gustavo Machado, em 2006, constitui-se de mais três textos do mesmo “A Macaúba da Terra”. Nas duas primeiras partes, as declarações de amor do vigia Ernesto por Cleide e de Isadora por um homem chamado Eló; na última, o encontro de Ernesto e Isadora. Mais uma vez, há o despojamento do cenário e a dramatização centrada nos atores, características que a dramaturgia de Gero Camilo demanda.

Sua trajetória no cinema começou ainda na EAD, com participações nos filmes “Cronicamente Inviável” e “Domésticas”. Mas foi em “Bicho de Sete Cabeças”, a primeira de muitas parcerias com Rodrigo Santoro, que Gero Camilo se tornou conhecido do grande público. Atuou  também nos filmes “Abril Despedaçado”, “Madame Satã”, “Cidade de Deus”, “Carandiru”, “Narradores de Javé” e “Chamas da Vingança”, esse último uma produção americana que conta com Denzel Washington, Mickey Rourke e Christopher Walken no elenco. Na televisão, Gero Camilo participou da minissérie “Hoje é Dia de Maria”, da Rede Globo.

Ainda na adolescência, Gero Camilo teve militância nas Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s), na Pastoral da Juventude do Meio Popular – PJMP, no estado do Ceará. Tanto as CEB’s como as PJMP são ligadas à Teologia da Libertação da Igreja Católica. Nessa época Gero até pensou em se tornar padre, mas  optou pela carreira de ator.

O mais recente trabalho de Gero, foi o filme “Assalto ao Banco Central”.

Fonte: Wikipédia
Imagens: Internet
Jaqueline Aragão Cordeiro

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