José da Cruz Filho

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José da Cruz Filho nasceu em Canindé, no dia 16 de outubro de 1884 e faleceu em Fortaleza, no dia 29 de agosto de 1974. Era filho de José Joaquim Cordeiro da Cruz Júnior e Maria Rocha Cruz. Estudou no Colégio Santo Antônio, dos padres capuchinhos, e ali iniciou, anos depois, sua atividade de Professor.

Aos 19 anos de idade, ingressou no jornalismo, fundando, com Tomás Barbosa Cordeiro e Augusto Rocha, “O Canindé”, em 1903. Era o primeiro periódico que circulava naquela cidade. E nesse jornal, sob o pseudônimo de “Climério Várzea”, publicou inúmeros sonetos. Colabora em 1911 no “Correio de Canindé” e, a partir de 1913, na “Imprensa” (nos quais publicou seus primeiros poemas). Colaborou também com “Fortaleza”, “Terra da Luz” (ambos em Fortaleza), “Álbum Imperial” (São Paulo) e “Fon-Fon” (Rio de Janeiro).

Em 1918 se muda para Fortaleza, mas não era mais um anônimo, pois sua atividade na imprensa não se restringira à cidade natal, as revistas “Fortaleza” (1906), de Joaquim Pimenta, Mário Linhares e outros, e “Terra da Luz” (1908), também de Joaquim Pimenta, bem como jornais fortalezenses da época estamparam muitas de suas produções poéticas. Ainda 1918, em Fortaleza, integrou a Diretoria da Associação dos Homens de Letras do Ceará. Em 1922 foi admitido na Academia Cearense de Letras, ocupando a cadeira 39, tendo como patrono Araripe Junior.

Cruz Filho e outros

Somente em 1924, aos 40 anos de idade, é que lançou o livro “Poemas dos Belos Dias”, que haveriam de definitivamente consolidar o nome de Cruz Filho entre os de nossos maiores poetas, em todos os tempos. Em 1949, lança o livro “Poesia”. O poeta era um torturado em busca da perfeição artística, segundo deixou descreveu Antônio Sales, e como bem o demonstrou Dolor Barreira, em sua História da Literatura Cearense, ao reproduzir três diferentes lições do soneto “A Alma da Arvore”, primeiramente publicado na revista Terra da Luz (1908) , depois nos Poemas dos Belos Dias (1924) e, posteriormente, na seleção de 1949.

Em 1963 foi eleito “Príncipe dos poetas cearenses” em substituição ao Padre Antônio Tomás.

Foi Inspetor-Escolar, Professor de português e Literatura do Liceu do Ceará, Diretor-geral da Secretaria do Interior e Justiça, Oficial de Gabinete do Governador Justiniano de Serpa, Secretário da Faculdade de Direito do Ceará e Diretor da Hospedaria Getúlio Vargas. Poeta e contista, publicou: Poemas dos Belos Dias (1924), Poesia (1949), O Soneto (1961, Organizações Simões, Rio de Janeiro), Toda Musa (poesia completa, 1965) e História de Trancoso (1971). Autor também de uma Pequena História do Ceará, de cunho didático, cuja primeira edição data de 1931: Usou os pseudônimos de Caio Flávio 2L C. H. Bento da Silva, César Tigre, Climério Várzea, João das Emas Muniz e Manfrido Rutilio.

Bibliografia: 1001 cearenses notáveis / Cruz Filho e sua poesia, Sanzio de Azevedo, Revista da academia cearense de letras

3 Replies to “José da Cruz Filho”

  1. A parte no tocante ao poeta José da Cruz filho, está muito “pobre” não traz um só poema de sua autoria. ( Quando autorizo a publicação, uma mensagem informa “você já disse isto”. ERRADO. É A PRIMEIRA VEZ QUE AQUI COMPAREÇO!
    Clóvis Acário Maciel

    • Prezado Clovis, bom dia
      Esse artigo é uma biografia, nosso objetivo não é reproduzir as poesias do poeta. Mas se for seu desejo, compartilhe conosco algumas.

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