O inverno de 1960 e o rompimento da barragem do açude Orós

Aos 17 minutos do dia 26 de março de 1960, se rompia a barragem do açude Orós, com as obras ainda em andamento, causando destruição na região do baixo Jaguaribe, na época, 170 mil pessoas, correspondente a 60% da população, foram atingidas.

O segundo Comando Aéreo acionou a Base Aérea de Fortaleza, e teve inicio, então, uma das maiores operações de ajuda humanitária no Estado. A emissora Ceará Rádio Clube fez campanha pedindo a população que enviasse câmaras de ar, que foram lançadas de avião nas áreas alagadas. As informações chegavam a capital, por meio de radioamador do DNOCS, que alertou durante vários dias e noites sobre o acidente.

Uma verdadeira ponte aérea, com aviões e helicópteros, prestavam ajuda e resgatavam moradores em áreas de difícil acesso. Para poderem atender a demanda de alimentos, remédios, roupas e agasalhos, o carregamento e descarregamento de aviões aconteciam 24 horas por dia.

O presidente Juscelino Kubitschek veio ao Ceará três dias depois do desastre e sobrevoou as áreas atingidas, retornando a capital federal, providenciou pessoalmente, a implementação da ajuda federal aos desabrigados e acompanhava diariamente os relatórios emitidos pela Base Aérea de Fortaleza, que permitia a aplicação de recursos financeiros, materiais e humanos onde era necessário. Os militares trabalharam incansavelmente, salvando a vida de inúmeras pessoas, bem como uma grande quantidade de animais na área inundada.

Com o fim das chuvas, e por determinação expressa do Presidente JK, os trabalhos de reconstrução do açúde reiniciaram imediatamente, durante 24 horas por dia, sendo inaugurado no dia 11 de janeiro de 1961, na presença do Presidente, e como agradecimento dos cearenses, o açude foi batizado com o nome de Juscelino Kubitschek.

Jaqueline Aragão Cordeiro

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