Manuel Moreira da Rocha

Manuel Moreira da Rocha, conhecido como Mané Onça, nasceu em Caucaia, antiga Vila de Soure, em 26 de Setembro de 1880 e faleceu em 08 de Março de 1935. Era filho de Pedro da Rocha Motta e Anna Moreira da Rocha. Formou-se em medicina e farmácia pela Faculdade de Medicina da Bahia, interno da cadeira de Clinica Cirúrgica regida pelo professor Pacheco Mendes, e diretor da Sociedade Beneficência Acadêmica.

Sua Tese, apresentada a Faculdade e perante ela defendida a 9 de Dezembro de 1904, versou sobre “O genu valgum e seu tratamento” e foi aprovada com distinção. Além da tese inaugural foi conhecido dele: — Discurso pronunciado na residência do Dr. Augusto C. Vianna paraninfo dos Doutorandos de 1934; por ocasião da entrega do quadro de retratos pelo Dr. Manoel Moreira da Rocha, orador oficial eleito por seus colegas de formatura.

Com Clementino Fraga, Ribeiro Vianna e outros redigiu a Revista do Grêmio dos Internos dos hospitais. Publicou Contribuição ao estudo da coxalgia (1905). Por algum tempo esteve a frente da redação do Jornal do Ceará, Fortaleza.

Em 1912 foi eleito pela primeira vez deputado federal pelo Ceará, para a legislatura 1912-1914. Reeleito para os períodos 1915-1917, 1918-1920 e 1921-1923, após um intervalo voltou à Câmara dos Deputados na legislatura 1927-1929. Foi mais uma vez eleito em 1930, mas teve o mandato interrompido pela revolução de outubro daquele ano, que levou Getúlio Vargas ao poder e fechou todos os órgãos legislativos do país.

Foi um dos chefes políticos de maior saliência no regime republicano no Ceará, podendo-se mesmo dizer que talvez nenhum outro político teve prestígio mais sólido e amplo, acentuando-se da campanha pró-Franco Rabelo. Fundou o Partido Democrata e durante toda a sua vida de então até 1935 representou o Ceará na Câmara Federal, cuja tribuna ilustrou com seu verbo ardoroso e honrou com bravura, daí seu apelido “mané onça”, tornando-se uma das figuras de primeiro plano do Parlamento Nacional, podendo-se, disto, ter a melhor prova no seu valioso arquivo particular, na época, em poder do Prof. Hugo Catunda, que estava escrevendo a sua biografia.

Fonte: Diccionario Bio-bibliographico Cearense – Barão de Studart / Wikipedia
Jaqueline Aragão Cordeiro

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*