Pedro Boca Rica

Pedro dos Santos de Oliveira nasceu no dia 16 de novembro de 1936 no município de Ocara e era conhecido como Pedro Boca Rica, por causa dos dentes de ouro que tinha na boca.  Na companhia do pai, cresceu admirando a cultura popular e especialmente o Bumba meu boi, sua grande paixão.

Aos 18 anos, começou a talhar bonecos com a arvore umburana, os quais tinham nomes e caras de entidades espirituais e muitos deles, atualmente se encontram espalhados por importantes museus dos Estados Unidos, Japão, Alemanha e França, dentre outros. No Brasil tem uma admirável coleção exposta no Memorial da America Latina-Sp. E no Ceará, no Museu da Emcetur e no Centro Dragão do Mar.

O caboclo de inteligência apuradíssima, tornou-se amigo pessoal e admirado por toda uma geração de artistas, pesquisadores e estudiosos locais, como Rosemberg Cariry, Rejane Reinaldo, Oswald Barroso, Augusto Bonequeiro, Omar Rocha, dentre muitos outros.

Além de “Bunequeiro”, Pedro Boca Rica era poeta, compositor, cantor, topador de boi, artesão e escultor. É dele frases como: “O bonequeiro é o único que ressuscita os mortos através de seus bonecos”.

Pedro Boca Rica faleceu no dia 28 de março de 1991 aos 55 anos de idade, vítima de um câncer. No dia 27 de abril, comemora-se o Dia Nacional do Teatro de Bonecos.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste e Augusto Bonequeiro
Jaqueline Aragão Cordeiro

2 Replies to “Pedro Boca Rica”

  1. Olá Jaqueline! Sinto-me muito orgulhosa com pessoas como, você que valoriza nossa cultura e não deixa esquecida nossas tradições! Também tenho muito orgulho desse homem a quem você presta essa homenagem. Publicar em seu blog a história de Pedro Boca Rica é manter este artista puro vivo na memória da sociedade e dos admiradores do seu trabalho. E trazer mim doces recordações da minha infância, onde eu adorava revirar aquela mala de bonecos e tentar espelhar-me em seus reluzentes dentes de ouro, e de ser afagada nos braços de alguém no qual sempre tive muito afeto e admiração.

    Natalice Aparecida dos Santos(sobrinha)

  2. Natalice, é um grande prazer colaborar para a manutenção da memória do nosso povo e da nossa cultura, e graças a pessoas como você, que demonstram tanto carinho com meu trabalho, é que estou sempre estimulada a continuar.

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