A noite das garrafadas

A noite das garrafadas foi um conflito ocorrido no Rio de Janeiro no dia 13 de abril de 1831, entre portugueses pró-monarquia, e brasileiros revoltados com o autoritarismo de D. Pedro I e desconfiados que ele pudesse, de alguma forma, tentar unir Portugal ao Brasil, pois, apesar da declaração de independência, todos os cargos importantes do governo, eram ocupados por portugueses.

Assumindo uma postura cada vez mais autoritária, o imperador fechou a assembleia nacional constituinte e impôs aos brasileiros, a primeira constituição do país. A tensão entre os liberais ampliou-se até a imprensa, quando o monarca mandou processar o jornalista Borges da Fonseca e surgiu como suspeito do assassinato do jornalista Líbero Badaró, por ser D. Pedro I, o alvo preferido dos artigos de Badaró.

O imperador então decide fazer uma série de viagens pelas províncias  na tentativa de diminuir a oposição ao governo. O primeiro destino foi Ouro Preto, em Minas Gerais, o que foi um verdadeiro fracasso. Dom Pedro foi hostilizado pela população da cidade, que fechava as portas em sinal de protesto, quando passava a comitiva imperial.

Os portugueses residentes no Rio de Janeiro, decidiram fazer uma grande festa em apoio ao imperador, que retornava de Ouro Preto. A comemoração portuguesa, em contraste com o acirramento político, o assassinato de Líbero Badaró e o autoritarismo do imperador, só pioraram a situação.

Na noite de 13 de abril, os brasileiros revoltados, saíram as ruas armados com pedras e garrafas, atacando os portugueses, daí o nome “noite das garrafadas”. No meio dessa revolução, estava o cearense Antonio Cavalcante (Os Mendes e os Cavalcantes), que foi acusado de várias mortes durante o conflito. Esse fato ajudou a realizar seu desejo de retornar ao Ceará, pois até então, mesmo findada a guerra da cisplatina, o governo não permitia sua volta, por causa da violenta briga entre sua família e os Mendes, que causavam terror no interior da província.

Fonte: UOL educação / Ceará, homens e fatos – João Brígido.
Jaqueline Aragão Cordeiro

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