A tragédia de Antonio Gomes Grangeiro

Antonio Gomes Grangeiro era casado com D. Maria Celina e tiveram onze filhos, dentre eles, o empresário João Grangeiro. Eram proprietários do Sitio Salvaterra, cerca de 300 hectares plantados com cafezal, cana-de-açúcar e gado, na zona serrana de Brejo Santo. Antonio era grande amigo e compadre de Chico Chicote, homem corajoso e insolente, de família tradicional, controlava a pequena cidade de Brejo Santo, no Cariri cearense. Chico envolveu-se em uma briga com Zé Salviano e o matou. A família da vítima, pensando que Antonio Grangeiro teve envolvimento com a morte de Zé Salviano, se apropriaram de uma faixa de terra do Continue lendo A tragédia de Antonio Gomes Grangeiro

Anônimos da história – Cosme Bento das Chagas

Cosme Bento das Chagas nasceu em Sobral por volta de 1800 a 1802 e faleceu em Itapecuru-Mirim, no dia 20 de setembro de 1842. Em 1830, já alforriado, foi preso em São Luís, no Maranhão, por ter assassinado Francisco Raimundo Ribeiro. Fugiu da prisão e, após um período em que pouco se sabe sobre sua vida, se torna líder de quilombos e passa a ser conhecido em 1839 por alguns incidentes provocados por negros na Vila de Itapicuru-Mirim. Em dezembro do ano anterior o movimento conhecido como Balaiada eclodiu no Maranhão a partir da invasão da cadeia da Vila da Continue lendo Anônimos da história – Cosme Bento das Chagas

Antônio de Oliveira Pluma

Antonio de Oliveira Pluma foi um dos desafetos do Ten. Cel. João André, que a frente da “Comissão Matuta” tirou a vida de muitos inocentes, foi a única vítima a sobreviver, conforme veremos. Pluma estava com os olhos vendados, sentado na cadeira em que seria fuzilado, na Praça do Paço da Câmara Municipal de Icó. A uma distancia de 9 passos estava o algoz de granadeira na mão, disparou o primeiro tiro, que não atingiu o alvo, disparou o segundo e logo depois o terceiro, e a vítima, que durante os disparos fazia fervorosas orações ao Senhor do Bomfim, foi Continue lendo Antônio de Oliveira Pluma

Anônimos da história – José Luiz Napoleão

A libertação dos escravos no Ceará teve vários personagens, o mais destacado foi sem dúvida Chico da Matilde, o Dragão do Mar. Mas, falham os relatos da história ao obscurecerem a participação de José Luiz Napoleão, negro liberto, chefe da capatazia do porto e o responsável pela greve dos jangadeiros nos dias 27, 30 e 31 de janeiro de 1881.Napoleão comprou sua liberdade, e com suas economias também libertou quatro irmãs. Juntamente com sua mulher, a preta “Tia Simoa”, aliciou pessoas e deu impulso à greve dos jangadeiros que impediu o embarque de inúmeros escravos para outras províncias.Sua participação não Continue lendo Anônimos da história – José Luiz Napoleão

Dona Marica Lessa

Maria Francisca de Paula foi a primeira filha de Francisca Maria de Paula e de seu primo, o Capitão-Mor José dos Santos Lessa. Na região, ninguém superava o Capitão-Mor em riqueza e prestígio.Maria Francisca nasceu em Quixeramobim, em dias de janeiro de 1804 e por ser a única filha mulher do casal com quatro filhos, foi criada com certa liberdade, o que motivava algumas queixas dos parentes mais íntimos. Na adolescência dividia seu tempo na fazenda ou em temporadas na vila de Quixeramobim, ali frequentava as casas das amigas ou perambulava pelas ruas para saber do dia-a-dia dos moradores e Continue lendo Dona Marica Lessa

Anônimos da história – Coronel Isaías Arruda

Naquela tarde cinzenta de sábado, dia 4 de agosto de 1928 quando muitos já se esqueciam dos episódios um ano antes relacionado à presença do rei do cangaço na região, aconteceu novo fato que deixou a cidade em polvorosa. A pedra da estação estava lotada de passageiros e visitantes que  esperavam o trem vindo da capital que trazia consigo as notícias e as novidades da Fortaleza e do mundo. Curiosos, viajantes, chapeados, crianças e vendedores ambulantes, todos se aglomeravam na expectativa da passagem do trem. O que todas essas pessoas não esperavam é que ali fosse ser palco de um Continue lendo Anônimos da história – Coronel Isaías Arruda

Anônimos da história – Padre João Alveres da Encarnação

O padre João Alveres da Encarnação nasceu dia 04 de março de 1634 em Portugal, era descendente de uma ilustre família local. Desde cedo mostrou seus dons religiosos, sua bondade e boa índole tornaram fácil sua educação. Veio se congregar no Convento de Santo Amaro em Olinda, o padre foi destinado para ensinar e converter os nativos pagãos que não se preocupavam em buscar a salvação de suas almas. A confiança em Deus o fazia desprezar perigos, não fraquejar na sua missão, não temer demônios ou perseguições e viver contente com as diversidades impostas à sua missão. Quando doente, esperava Continue lendo Anônimos da história – Padre João Alveres da Encarnação

Francisco Dias, um amigo anônimo de Martiniano de Alencar

Fugindo das tropas que perseguiam os envolvidos na Confederação do Equador (1824), o padre José Martiniano de Alencar saiu de Exu e veio para o Ceará, na esperança que em sua terra natal fosse mais fácil se esconder. Chegando em Riacho da Brígida, hospedou-se numa pousada do lugar. Já se sentia aliviado, quando no terreiro da hospedaria, ouve um homem contar que um grupo de soldados se encontrava ali perto, a procura de um fugitivo. Ao ouvir tais comentários, Alencar sai em disparada pelos prados e matas que se estendiam a perder de vista. Foi dar em um sítio, onde Continue lendo Francisco Dias, um amigo anônimo de Martiniano de Alencar

ALGUNS ÍNDIOS E A FÉ

Em 1744 faleceu na aldeia de Parangaba uma índia chamada Bárbara, mulher de bons costumes. O padre Rogerio Canísio lhe assistiu na hora da morte e lhe administrou os sacramentos, que ela recebeu com toda humildade. 3 dias depois do falecimento, ela apareceu à Suzana da Silva, mulher do índio Manoel de Almeida, esta também, uma índia muito devota e honesta, pedindo-lhe que dissesse ao padre da missão que rezasse mais uma missa em intenção de sua alma, pois precisava para sair do purgatório. No mesmo dia a missa foi celebrada, então, estando dormindo a índia Suzana, lhe apareceu novamente Continue lendo ALGUNS ÍNDIOS E A FÉ

Domiciano e Luiza Felício

Na manhã de 05 de novembro de 1850 correu em Aracati a notícia do assassinato de Joaquim Pereira Chaves, conhecido como “Coringa”. Havia sido morto de madrugada por sua mulher Luiza Felício do Nascimento  e pelo negro Domiciano Francisco José. Após o crime, os dois fugiram juntos. O sub-delegado Raymundo Antunes de Oliveira mandou o perito Dr. Marcos José Theóphilo fazer as averiguações no local do crime, onde o mesmo constatou que a morte foi causada por 13 ferimentos feitos por um instrumento perfuro-cortante, e apesar de testemunhas afirmarem que a vítima tinha na fronte um ferimento parecido com corte Continue lendo Domiciano e Luiza Felício